Interação ambiental na psicanálise de Winnicott
Uma aproximação com a abordagem enativista
DOI:
https://doi.org/10.47456/sofia.v10i1.32145Palabras clave:
Ambiente. Interação. Psicanálise. Winnicott. EnativismoResumen
O objetivo deste artigo é mostrar que o pouco investimento e avanços que a pesquisa enativista fez em relação ao estudo da psicanálise devem-se ao fato de seus fundadores - Varela, Thompson e Rosch - terem se concentrado em análises da psicanálise tradicional que, em função de suas críticas, foi posicionada muito à margem dessa abordagem. Na seqüência, como alternativa, apresenta-se o exemplo da psicanálise de Winnicott sobre o conceito de ambiente para mostrar que sua abordagem se distancia de uma psicanálise que trabalha com pressupostos da filosofia representacional e que seu conceito de ambiente facilitador é relacional. Por fim, procura-se mostrar que o próprio enativismo tem buscado ir além de uma concepção simples de mente incorporada, procurando mostrar que os fatores ambientais - num sentido que vai ao encontro da psicanálise de Winnicott - têm grande peso na nossa constituição de como chegamos a ser o que somos.
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