Jacques Rancière e a dupla função da democracia
legitimação e crítica
DOI:
https://doi.org/10.47456/sofia.v15i2.53206Palavras-chave:
desentendimento, democracia, igualdade, política, legitimaçãoResumo
Este artigo questiona a dimensão crítica da democracia analisada por Jacques Rancière. Focamos particularmente os componentes do discurso que abrem o espaço da subjetividade política dentro do que Rancière chama de “modo de dizer” de uma comunidade política. O artigo examina então a tensão entre essa manifestação do discurso e a socialização produzida pela institucionalização da democracia. As formas de instituir a liberdade e a igualdade não devem ser reduzidas a uma configuração estatal estabelecida, pois justamente a confrontam, problematizam e reconfiguram.
Downloads
Referências
ARENDT, Hannah. On Revolution. Harmondsworth: Penguin, 1991.
BONAIUTI, Gianluca. La parte. Note sulla política del “popolo” in Jacques Rancière. Meridiana 77, In nome del popolo sovrano, 2013, p. 145-174.
CASTORIADIS, Castoriadis. A polis grega e a criação da democracia. In: As Encruzilhadas do Labirinto II. Os Domínios do Homem. Tradução de José Oscar de Almeida Marques. Rio de Janeiro: Editora Paz E Terra, 1987, p. 268-313.
COHEN, Joshua e FUNG, Archon. Radical Democracy. Swiss Political Science Review, v. 10, n. 4, 2004, p. 23-34.
FINLEY, Moses I. Democracia antiga e moderna. Tradução de Waldéa Barcellos e Sandra Bedran. Rio de Janeiro: Graal, 1988.
FURET, François. Penser la Révolution Française. Paris: Gallimard, 1983.
HANSEN, Mogens Herman. The Athenian democracy in the age of Demosthenes. Structure, principles, and ideology. Translated by J. A. Crook. Oxford: Blackwell Publishers, 1991.
HANSEN, Mogens Herman. The Tradition of Ancient Greek Democracy, and its Importance for Modern Democracy. Copenhagen: Det Kongelige Danske Videnskabernes Selskab The Royal Danish Academy of Sciences and Letters. 2005.
HARDT, Michael e NEGRI, Antonio. Bem-estar comum. Tradução de Clóvis Marques. Rio de Janeiro: Editora Record, 2016.
HEWLETT, N. Badiou, Balibar, Ranciere: Re-thinking Emancipation. London: Continuum, 2007.
LÉVY, Benny. Le meutre du Pasteur. Critique de la vision politique du monde. Paris: Verdier, 2002.
LIEVENS, Matthias. Contesting Representation: Rancière on Democracy and Representative Government. Thesis Eleven, v. 122, 2014, p. 3-17.
LOREY, Isabell. The 2011 Occupy Movements: Rancière and the Crisis of Democracy. Theory Culture & Society, v. 31 n. 7/8, 2014, p. 43-65.
MARCHART, Oliver. Post-foundational Political Thought. Political Difference in Nancy, Lefort, Badiou and Laclau. Edinburgh: Edinburgh University Press, 2007.
MILNER, Jean-Claude. Les penchants criminels de l'Europe démocratique. Paris: Verdier, 2003.
MYERS, Ellen. Presupposing Equality: The Trouble with Rancière’s Axiomatic Approach. Philosophy and Social Criticism, v. 42, n. 1, 2016, p. 45-69.
OBER, Josiah. Demopolis. Democracy Before Liberalism in Theory and Practice. Cambridge: Cambridge University Press, 2017.
PLATON. Les Lois. Trad. L. Brisson e J.-F. Pradeau. Oeuvres Complètes. Paris: Flammarion, 2008.
RANCIERE, Jacques. La Mésentente. Politique et philosophie. Paris: Éditions Galilée, 1995.
RANCIERE, Jacques. Aux bords du politique. Paris: La Fabrique, 1998.
RANCIÈRE, Jacques. Le Destin des images. Paris: La Fabrique, 2003.
RANCIERE, Jacques. La Haine de la démocratie. Paris: La Fabrique, 2005.
RANCIÈRE, Jacques. Les démocraties contre la démocratie. In: Agamben, G. et al., Démocratie, dans quel état? Paris: La Fabrique, 2009.
RANCIERE, Jacques e PANAGIA, Davide. Dissenting Words: A Conversation with Jacques Rancière. Diacritics, v. 30, n. 2, 2000, p. 113-126.
RANCIÈRE, Jacques. Les temps modernes. Art, temps, politique. Paris: La Fabrique, 2018.
RANCIERE, Jacques. Les trente inglorieuses. Scènes politiques. Paris: La Fabrique, 2022.
Publicado
Edição
Seção
Licença
Direitos autorais (c) 2026 Luiz Felipe Netto de Andrade e Silva Sahd

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Dada a política de acesso público da revista, o uso dos textos publicados é gratuito, com a obrigação de reconhecer a autoria original e a primeira publicação nesta revista. Os/as autores/as das contribuições publicadas são inteiramente e exclusivamente responsáveis por seus conteúdos.
I. Os/as autores/as autorizam a publicação do artigo nesta revista.
II. Os/as autores/as garantem que a contribuição é original e assumem total responsabilidade pelo seu conteúdo em caso de impugnação por terceiros.
III. Os/as autores/as garantem que a contribuição não está sob avaliação em outra revista.
IV. Os/as autores/as mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, sendo o trabalho licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-BY.
V. Os/as autores/as são autorizados/as e incentivados/as a divulgar e distribuir seu trabalho on-line após a publicação na revista.
VI. Os/as autores/as dos trabalhos aprovados autorizam a revista a distribuir seu conteúdo, após a publicação, para reprodução em índices de conteúdo, bibliotecas virtuais e similares.
VII. Os/as editores/as reservam o direito de fazer ajustes no texto e adequar o artigo às normas editoriais da revista.















