Racismo e sexismo estruturais no Brasil
uma análise a partir de Sueli Carneiro e Lélia Gonzalez
DOI:
https://doi.org/10.47456/sofia.v15i2.52557Palabras clave:
racismo, sexismo, BrasilResumen
Neste texto, tenho como objetivo compreender o tipo de racismo e de sexismo que estruturam as relações sociais no Brasil. Parto da definição de Iris Young de opressão enquanto estrutura relacional fundamentada pelo conceito foucaultiano de dispositivo de poder. Em seguida, uma vez que tais opressões se apresentam como estruturais no Brasil, pretendo mostrar que essa definição coaduna perfeitamente com o que Sueli Carneiro, inspirada por Foucault, denominou de dispositivo de racialidade, conferindo ao racismo um caráter estrutural. Por fim, se, com Lélia Gonzalez e com Sueli Carneiro, fica evidente que o racismo e o sexismo, juntamente com a opressão de classe, são estruturais e operam segundo a lógica capitalista da retro-alimentação opressão/exploração, a partir delas, me foi possível aventar a seguinte hipótese: se o racismo é um dispositivo de poder, o que o sustenta seria o que Gonzalez denominou de mecanismo de denegação.
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