Racismo e sexismo estruturais no Brasil

uma análise a partir de Sueli Carneiro e Lélia Gonzalez

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.47456/sofia.v15i2.52557

Palabras clave:

racismo, sexismo, Brasil

Resumen

Neste texto, tenho como objetivo compreender o tipo de racismo e de sexismo que estruturam as relações sociais no Brasil. Parto da definição de Iris Young de opressão enquanto estrutura relacional fundamentada pelo conceito foucaultiano de dispositivo de poder. Em seguida, uma vez que tais opressões se apresentam como estruturais no Brasil, pretendo mostrar que essa definição coaduna perfeitamente com o que Sueli Carneiro, inspirada por Foucault, denominou de dispositivo de racialidade, conferindo ao racismo um caráter estrutural. Por fim, se, com Lélia Gonzalez e com Sueli Carneiro, fica evidente que o racismo e o sexismo, juntamente com a opressão de classe, são estruturais e operam segundo a lógica capitalista da retro-alimentação opressão/exploração, a partir delas, me foi possível aventar a seguinte hipótese: se o racismo é um dispositivo de poder, o que o sustenta seria o que Gonzalez denominou de mecanismo de denegação.

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Biografía del autor/a

  • Juliana Ortegosa Aggio, Universidade Federal da Bahia

    Pesquisadora de produtividade do CNPq. Possui graduação, mestrado e doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo. Professora associada do departamento de filosofia, membra do Programa de pós-graduação em Filosofia da UFBA (PPGF) e da UFRRJ (PPGFIL) e em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo (PPGNEIM/UFBA). É líder do grupo de pesquisa em raça, gênero, sexualidade, classe e feminismos ''Coletivo Filosofia da Terceira Margem'' (COFITEM), desde 2025. Publicou diversos artigos, capítulos de livro e os livros ''Prazer e desejo em Aristóteles'' (Edufba), ''Filósofas'' (Kotter), ''Dispositivo cisheterocolonial: práticas críticas de si e alianças feministas anticapitalistas'' (no prelo, Col. Filósofas, ed. PUC-Rio/Autêntica). Faz uso de ferramentas conceituais para pesquisar questões relativas à constituição da subjetividade contemporânea a partir do pensamento de Foucault, Butler, Wittig, Lugones, Anzaldúa, Gonzalez, Carneiro, dentre outras feministas, bem como de temas relativos a outros modos de se fazer filosofia, a epistemologias não hegemônicas, sexualidades dissidentes, multiplicidades de gênero, raça, feminismos e suas intersecções.

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Publicado

2026-11-04

Número

Sección

Opressões de Raça Gênero e Classe

Cómo citar

ORTEGOSA AGGIO, J. Racismo e sexismo estruturais no Brasil: uma análise a partir de Sueli Carneiro e Lélia Gonzalez. Sofia, v. 15, n. 2, p. e15252557, 4 nov.2026.