O ajuste fiscal e a sustentabilidade do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22422/2238-1856.2016v16n32p353-373

Resumo

O presente trabalho pretende avaliar se o seguro-desemprego e o abono salarial realmente ameaçam a sustentabilidade financeira do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Assim, analisa se essa restrição, conforme estabelecido pela Medida Provisória nº 665/2014 em contexto de ajuste fiscal do orçamento público, é realmente o único caminho para ampliar a sua capacidade de financiamento. A partir da perspectiva de que o orçamento público é expressão e resultado da disputa entre as classes sociais pelo direcionamento e apropriação do fundo público, o artigo analisa os dados da execução orçamentária da Lei Orçamentária Anual (LOA) no período de 2010 a 2014. A análise revela que, ao invés de um aumento substancial das despesas com o seguro-desemprego e o abono salarial, as principais ameaças ao FAT são o mecanismo da Desvinculação de Receitas da União (DRU) e as desonerações fiscais que favorecem o grande capital nacional e estrangeiro.

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Biografia do Autor

  • Thiago Dutra Hollanda de Rezende, Universidade de Brasília
    Mestrando em Política Social pela Universidade de Brasília (UNB). Graduado em Administração pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

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Publicado

2017-02-26

Como Citar

O ajuste fiscal e a sustentabilidade do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). (2017). Temporalis, 16(32), 353-373. https://doi.org/10.22422/2238-1856.2016v16n32p353-373