Pós-graduação, formação e trabalho profissional
DOI:
https://doi.org/10.22422/2238-1856.2016v16n32p73-95Abstract
O artigo tem como objetivo discutir as diretrizes colocadas pelo atual Plano Nacional de Pós-Graduação (2011-2020) e os seus impactos para a formação e o exercício profissional do assistente social. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica de abordagem qualitativa através da qual foi possível observar o incentivo ao empresariamento da educação e da produção de conhecimentos a nível de pós-graduação; a indução de pesquisas em determinadas áreas e temas que são mais vantajosos para o mercado; o estímulo à “universidade empreendedora” e às parcerias entre o público e o privado; o comprometimento da autonomia científica do pesquisador; além do fortalecimento dos processos de avaliação da pós-graduação como forma de distribuição dos recursos. As diretrizes colocadas para as políticas de educação, ciência e tecnologia no Brasil ao reforçarem o projeto societário hegemônico na contemporaneidade nos permite reafirmar a vitalidade do nosso projeto ético-político que associa a luta em favor da formação e do exercício profissional crítico com o compromisso da construção de uma transformação societária que supere o projeto neoliberal em vigor.
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