A gênese do pensamento marxiano (1843–1846): classe, materialismo e revolução

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DOI:

https://doi.org/10.22422/temporalis.2026v26n51p186-202

Palavras-chave:

Jovem Marx, Materialismo histórico, Perspectiva de classe, Teoria da revolução

Resumo

O artigo analisa a gênese do pensamento marxiano entre 1843 e 1846 a partir de três eixos centrais: a perspectiva de classe, o método de apreensão do real e a teoria da transformação social. Trata-se de um ensaio teórico orientado pelo método crítico-dialético, que examina as obras fundamentais do período. Discute a influência de Feuerbach na crítica à concepção hegeliana do Estado, em seguida aborda os Anais franco-alemães e a superação da posição democrata inicial, identificando o proletariado como sujeito histórico da emancipação. Posteriormente, analisa os Manuscritos econômico-filosóficos, destacando a descoberta do trabalho como atividade fundante do ser social e sua relação com a alienação. Por fim, discute A ideologia alemã, onde Marx elabora uma síntese teórica original que articula distintos níveis de abstração. O percurso evidencia como, já nesse período, Marx avança significativamente na elaboração articulada dos três pilares fundamentais de sua crítica: classe, materialismo e revolução.

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Biografia do Autor

  • Renato de Brito Gomes, Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ

    Economista. Mestre em Serviço Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ, Rio de Janeiro, Brasil). Doutorando em Serviço Social pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ, Rio de Janeiro, Brasil). E-mail: renatobritogomes@gmail.com

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Publicado

15-04-2026

Como Citar

A gênese do pensamento marxiano (1843–1846): classe, materialismo e revolução. (2026). Temporalis, 26(51), 186-202. https://doi.org/10.22422/temporalis.2026v26n51p186-202