Cooperação antagônica e dupla articulação dependente: a dinâmica da luta de classes no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.22422/2238-1856.2017v17n34p485-510Abstract
Este artigo traz para o debate de um referencial teórico peculiar sobre o movimento do capital na América Latina. Dialogicamente, nos apropriamos de parte das contribuições de dois intelectuais brasileiros que, partindo da tradição marxiana, do rigor do método e da práxis, partiram da realidade concreta vivida em seus territórios e contra as interpretações da hegemonia intelectual da década de 1960, para renovarem as interpretações sobre tal realidade, num território submerso nas paisagens históricas do subdesenvolvimento, ou capitalismo dependente. Buscamos explicitar a atualidade das contribuições de Florestan Fernandes e Ruy Mauro Marini para a compreensão da realidade no capitalismo dependente. As categorias dupla articulação dependente (Fernandes) e cooperação antagônica (Marini) são apresentadas em diálogo, de modo a evidenciar sua proximidade para a compreensão das contradições de classe sob a dependência estrutural. Por fim, traremos elementos de análise da conjuntura atual, com vistas a corroborar a centralidade das teses destes autores sobre a dependência latinoamericana.
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