A CONSTRUÇÃO DA POLÍTICA NACIONAL PARA POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA
DOI:
https://doi.org/10.22422/temporalis.2020v20n39p102-118Abstract
Este artigo é fruto de indagações e reflexões obtidas junto ao Programa de Pós-Graduação Strictu Sensu em Serviço Social da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, tendo como tema principal deste estudo a população em situação de rua e sua inserção na sociedade. O objetivo principal foi de compreender o processo histórico de formulação da Política Nacional para População em Situação de Rua, a partir da contribuição do Fórum Permanente sobre População Adulta em Situação de Rua do Estado do Rio de Janeiro. Como principais pressupostos assumidos durante a pesquisa, visualizamos a organização e participação desta população, como movimento social, na requisição e elaboração de uma política pública, cuja criação foi favorável no governo Lula. A pesquisa exploratória, de cunho qualitativo, contou com revisão bibliográfica e pesquisa de campo a partir do uso de entrevistas semiestruturadas. Como principais resultados, compreendemos que o processo histórico de construção desta política social teve como êxito o protagonismo da População em situação de Rua, nos debates de formulação, conjuntamente com as demais entidades envolvidas. A conjuntura nacional, durante o governo Lula, possibilitou a instituição do Decreto 7.053/2009, trazendo uma nova leitura acerca desta temática, forçando a primazia dos direitos humanos e criando instrumentos importantes para a garantida de direitos, a partir de um viés voltado para a intersetorialidade das políticas públicas.
Downloads
References
ALMEIDA, Sandra Francesca Conte de; MEDEIROS, Cynthia Pereira de. Psicanálise Implicada: educar e tratar o sujeito. Curitiba: Juruá, 2016.
ALMEIDA, Inês Maria Marques Zanforlin Pires de. Das memórias educativas: a emergência da história singular do professor e sua relação com o saber. In: O DECLÍNIO DOS SABERES E O MERCADO DO GOZO. 8., 2010, São Paulo. Anais eletrônicos...FE/USP. Disponível em: <http://www.proceedings.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=MSC0000000032010000100 027&lng=pt&nrm=abn>. Acesso em: 11 Jun. 2016.
BLANCHARD-LAVILLE, Claudine. Os professores entre o prazer e o sofrimento. -São Paulo, SP: Loyola, 2005.
CASTRO, Fernando Gastl de. O fracasso do projeto de ser: burnout, existência e paradoxos do trabalho. Rio de Janeiro: Garamond, 2012.
ENRIQUEZ, Eugène. Da horda ao estado: psicanálise do vínculo social. Tradução de Teresa Cristina Carreteiro e Jacyara Nasciutti. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1990.
GAULEJAC, V. (2001). Psicossociologia e sociologia clínica. In J. N. G. Araújo & T. C. Carreteiro (Orgs.), Cenários sociais e abordagem clínica (pp. 35-48). São Paulo: Escuta; Belo Horizonte: Fumec, 2001.
GIRARD, C.; GAULEJAC, V. Verbete Sociologia Clínica. In: VIEIRA, F. O.; MENDES, A.M.; MERLO, A. R. (Orgs.). Dicionário Crítico de Gestão e Psicodinâmica do Trabalho. Biblioteca Juruá de Psicodinâmica e Clínica do Trabalho. Curitiba: Juruá Editora, 2013. p. 409 - 413.
GIRARD, Christiane; SILVA, Pedro Henrique Isaac. A sociologia clínica no Brasil. Revista Brasileira de Sociologia, Vol. 06, N° 12, p. 181 – 199, Jan-Abr/2018.
KEHL, Maria Rita. Ressentimento. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2004.
TANIS, B. Memória e temporalidade: sobre o infantil em psicanálise. São Paulo: Casa do psicólogo, 1995.
Downloads
Published
Issue
Section
License

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Copyright (c) 2026 Temporalis

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.
