TRISTE SEPARAÇÃO: HISTÓRIAS DE AMOR RETRATADAS NAS ESCULTURAS PROFANAS NOS CEMITÉRIOS PAULISTANOS

Autores

  • Viviane Comunale

Resumo

Durante o século XIX a sociedade apresentava um comportamento
diferente dos dias de hoje, principalmente quando falamos da morte. Os
enterramentos aconteciam dentro das igrejas, e estavam a cargo das Irmandades Religiosas ou da Santa Casa de Misericórdia sem a preocupação de como esse corpo seria enterrado. Com a proclamação da Lei Régia de 1º de outubro de 1828 que recomendava que os enterramentos fossem feitos fora das igrejas, iniciou-se a construção dos cemitérios extramuros nos arredores das cidades. Em São Paulo destacamos os cemitérios: Santo Amaro com o primeiro enterramento em 1857 e o Consolação em 1858, dentre os mais antigos da cidade. Nas décadas finais do século XIX, os túmulos passam a ser ornamentados em sua maioria como símbolos cristãos, mas os campos-santos passaram a receber também obras profanas para encomendadas pelos familiares com o objetivo de eternizar a memória deste indivíduo. Esta comunicação pretende analisar quatro obras tumulares profanas presentes nos cemitérios paulistanos.

Referências

SANTOS JR, João Júlio Gomes dos. “A intervenção estrangeira na Revolta da Armada: a polêmica entre Joaquim Nabuco e Felisbelo Freire”. IN: SILVA, Giselda Brito; MATOS, Júlia Silveira; SCHURSTER, Karl. Campos da Política: Discursos e Práticas. São Paulo: LP- Books, 2012.

SANTOS JR, João Júlio Gomes dos. “Um diplomata na Revolta da Armada: As impressões políticas e atuação do Conde de Paço d’Arcos”. IN: Tempo e Argumento. Florianópolis. Vol. 3, n. 2, p. 141-163, jul./dez. 2011.

SANTOS JR, João Júlio Gomes dos. “O mais esquisito dos espetáculos”: A crise do asilo diplomático entre Brasil e Portugal em 1894. Porto Alegre: PUCRS, 2014. [tese de doutorado].

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