Le Manifeste Comuniste, 170 ans plus tard
DOI:
https://doi.org/10.18315/argumentum.v10i2.19294Resumen
Aucun texte écrit au milieu du XIX è siècle n’a tenu la route jusqu’aujourd’hui aussi bien que le Manifeste Communiste de 1848. Lues aujourd’hui des phrases entières du texte répondent à la réalité contemporaine mieux encore qu’en 1848. A partir de prémices encore à peine visibles à l’époque, Marx et Engels tiraient des conclusions que le déploiement de 170 ans d’histoire allait pleinement conforter. J’en donnerai dans cet article plus loin des exemples fulgurants.
Marx et Engels étaient-ils des prophètes inspirés ? des magiciens capables de lire dans une boule de cristal ? des êtres exceptionnels pour leur intuition ? Non. Ils avaient seulement mieux compris que quiconque, en leur temps et pour notre temps encore, l’essentiel de ce qui définit et caractérise le capitalisme. Marx a consacré toute sa vie pour approfondir cette analyse par le double examen de la nouvelle économie (à partir de l’exemple de l’Angleterre) et de la nouvelle politique (à partir de l’exemple de la France).
J’ai écrit à ce sujet dans « Le centenaire de la révolution d’octobre 1917 », chapitre trois « Lire le Capital, lire les capitalismes historiques » :
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