Cegueira ou excesso de visão?
DOI:
https://doi.org/10.47456/f6g23d02Palavras-chave:
Saramago, Ensaio sobre a cegueira, Natureza humana, CompaixãoResumo
Objetivamos, neste estudo literário da natureza humana, tecer algumas reflexões humanistas e humanitárias, em Ensaio sobre a cegueira (1995), de José Saramago. Nessa obra espelhar, o referido escritor nos coloca diante de nós mesmos e destaca o caos em que estamos imersos, na modernidade capitalista e pragmática, onde o ter suplanta o ser, culminando na falta de visão / percepção de nós mesmos e do outro, que está diante dos nossos olhos. Contudo, há uma saída para a humanidade: a atitude empática, uma vez que, a compaixão, a mais nobre das virtudes humanas, não pode cegar. Assim, para a confecção deste artigo de cunho bibliográfico, nos pautamos nas ideias de: Hume (2010), Reis (1998), Foucault (2007 e 2011), Ricouer (2007), dentre outros.
Referências
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