Reposicionar os estudos de gênero para resistir às colonialidades epistêmicas
DOI:
https://doi.org/10.47456/contexto.v%25vi%25i.23008Resumo
A colonização – processo moderno de ocupação do mundo por nações europeias – gerou consequências nas ex-colônias, cujo conjunto, que podemos denominar abrangentemente de colonialidade, se desmembra em colonialidades de poder, de saber, do ser e de gênero, dentre outras. Pretendemos refletir sobre a possibilidade de descolonizar o gênero, com base em aportes teóricos provenientes das Epistemologias do Sul, intervenções contra-hegemônicas desenvolvidas sobretudo em ex-colônias. Eminentemente bibliográfico, o artigo que apresentamos tem como base teórica principal: Sílvia Rivera Cusicanqui (2015), Ochy Curiel (2015), Maria Lugones (2014), Guacira Lopes Louro (2013), Boaventura Souza Santos (2009) e Anibal Quijano (2000). Sem desconsiderar os estudos de gênero de matriz ocidental, detemo-nos, entretanto, em propostas teórico-práticas sul-americanas no campo da descolonização de gênero, que, através do descentramento de suas experiências e do desalojamento das epistemologias dominantes que ocasionam, trazem contribuições diferenciadas no combate ao regime heterossexual.
PALAVRAS-CHAVE: Regime da heterossexualidade. Pedagogias da sexualidade. Performatividade de gênero.
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