Poétique de l'intervention
Existence pulsatile dans l'espace urbain
DOI :
https://doi.org/10.47456/rf.rf.2234.52268Mots-clés :
art contemporain ; intervention urbaine ; corps vibrant ; (ré)existence expressive ; graffitiRésumé
Cet article analyse les évolutions historiques et les influences qui ont marqué les pratiques des artistes interventionnistes émergeant des interstices de l'habitat urbain, animés par l'urgence d'une survie expressive. En étudiant le graffiti, mode d'action au Brésil, comme une tactique quotidienne résiliente transformée en une proposition esthétique d'occupation, il articule l'utopie d'une expérience de la ville comme œuvre d'art revitalisée. Des nouveaux corps individuels qui ont émergé de l'intervention illégale, formant un corps collectif vibrant en (ré)existence expressive – habitant, son esthétique singulière, consolidée et récupérée –, verront aussi l'émergence de simples identités de prêt-à-porter. Cependant, c'est peut-être dans la pratique de la transformation du substrat urbain revitalisé en un collectif social refusant la domestication que son pouvoir subversif résistera à la simple fonction d'ornement dans la vitrine urbaine.
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