Do físico ao digital
Transformações no espaço de criação artística
DOI:
https://doi.org/10.47456/rf.rf.2234.53269Palavras-chave:
poiética; ateliê; espaço de criação; corpo criador; dispositivos eletrônicosResumo
Este artigo investiga a transformação do ateliê como espaço de criação artística a partir da migração do físico ao digital, em relação ao corpo criador do artista. Parte de vivências e reflexões teóricas no campo da arte contemporânea, observando os dispositivos eletrônicos, tais como celulares e tablets que operam além do viés de ferramenta tecnológica ou aparato digital, mas funcionam na práxis como ateliês portáteis. Tal alcançabilidade, embora amplie as condições de criação, também revela contradições ao permitir a produção em todos os lugares e “não-lugares”, no sentido discutido por Marc Augé (2009). O texto busca compreender como o ambiente influencia diretamente o corpo criador, alterando seus comportamentos e consequentemente influenciando os trabalhos artísticos criados por ele, em diálogo com os escritos de Sandra Rey (2002), Cecília Almeida Salles (2011) e Byung-Chul Han (2015).
Referências
AUGÉ, Marc. Não-lugares: Introdução a uma antropologia da sobremodernidade. Editora 90, 2009.
REY, Sandra. Por uma abordagem metodológica da pesquisa em artes. In: BRITES, Blanca; TESSLER, Élida (org.). O meio como ponto zero: metodologia da pesquisa em artes plásticas. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2002. p. 123–140.
ROLNIK, Suely. Esferas da insurreição: notas para uma vida não cafetinada. São Paulo: n-1 edições, 2019.
SALLES, Cecília Almeida. Gesto inacabado: processo de criação artística. 5. ed. rev. e ampl. São Paulo: Intermeios; FAPESP, 2011.
HAN, Byung-Chul Sociedade do cansaço. Tradução de Enio Paulo Giachini. Petrópolis, RJ: Vozes, 2015.
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