Cemitério como Museu Interativo

memória, Preservação e Tecnologias Imersivas

Autores

  • Isis Santana Rodrigues Universidade Federal do Espírito Santo image/svg+xml
  • Jan Clefferson Costa de Freitas Universidade Estadual do Ceará image/svg+xml , Programa de Pós-Graduação em Filosofia , Associação Brasileira de Estudos Cemiteriais
  • Thaís Thomaz Bovo Prefeitura do Município de São Paulo image/svg+xml , Universidade Federal da Bahia image/svg+xml , Grupo de Estudos sobre Cibermuseus , Associação Brasileira de Estudos Cemiteriais

DOI:

https://doi.org/10.47456/rf.rf.2234.53284

Palavras-chave:

turismo cemiterial; tecnologias imersivas; patrimônio cultural; memória coletiva e mediação digital

Resumo

Este artigo investiga as possibilidades de transformação do Cemitério de Santo Antônio, em Vitória (ES), em um atrativo turístico a partir da aplicação de tecnologias imersivas, como o uso de óculos de realidade aumentada para a criação de rotas interpretativas e a utilização da inteligência artificial para “animar” monumentos tumulares, criando um ambiente lúdico, educativo e interativo. A proposta busca ressignificar a memória coletiva por meio da mediação cultural digital, ampliando a preservação patrimonial e o potencial turístico do espaço. Para sustentar essa abordagem, foram reunidos registros fotográficos, análise interpretativa dos elementos escultóricos e revisão bibliográfica em periódicos especializados, compondo uma leitura crítica sobre o patrimônio. A pesquisa de campo considerou também infraestrutura, acessibilidade e segurança, orientando a formulação de propostas iniciais para um possível convênio entre a prefeitura e a Universidade Federal do Espírito Santo.

Biografia do Autor

  • Isis Santana Rodrigues, Universidade Federal do Espírito Santo

    Doutoranda em Arte e Cultura (UFES), Mestre em Artes na área de Teoria e História da Arte (UFES, 2021), Pós-graduada em Artes na Educação pela Faculdade de Vitória (2019) e Graduada em Artes Visuais - Licenciatura pela UFES (2019). Atua como pesquisadora ativa no Laboratório LEENA (UFES), com foco na arte pública e ênfase na arte cemiterial no Estado do Espírito Santo. Conduz estudos abrangentes sobre a presença e o significado da arte cemiterial na cultura local, participando de projetos interdisciplinares e colaborando com entrevistas em jornais estaduais para promover a compreensão e valorização do patrimônio artístico público e cemiterial.

  • Jan Clefferson Costa de Freitas, Universidade Estadual do Ceará, Programa de Pós-Graduação em Filosofia, Associação Brasileira de Estudos Cemiteriais

    Bacharel, Mestre e Doutor com Pós-Doutorado em Filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Licenciado em Filosofia e Especialista em Neurociências pela Faculdade Única de Minas Gerais. Especialista em Botânica, Cannabis Medicinal e Ensino de Filosofia pela Faculdade do Leste Mineiro. Especialista em Ontologia e Epistemologia, Paleontologia e Cultura, Etnologia Indígena e Filosofia Contemporânea pela Faculdade Prisma. Professor Visitante de Filosofia na Universidade Estadual do Ceará. Professor Convidado da Pós-Graduação em Enteogenia Terapêutica no Instituto Hermes de Transformação Humana. Professor Convidado da Pós-Graduação em Terapia Assistida por Psicodélicos no Centro Avançado de Medicina Psicodélica. Membro Contribuinte da Associação Brasileira de Estudos Cemiteriais.

  • Thaís Thomaz Bovo, Prefeitura do Município de São Paulo, Universidade Federal da Bahia, Grupo de Estudos sobre Cibermuseus, Associação Brasileira de Estudos Cemiteriais

    Doutora e mestra em História da Arte pela USP, instituição onde também se graduou em História. Com uma sólida formação interdisciplinar, possui graduações em Direito, Pedagogia, Artes Visuais, Filosofia e Educação Especial. Atualmente está cursando Museologia e Psicologia. Especialista em Gestão Pública, Patrimônio e Direito Educacional, é pesquisadora do Grupo de Estudos sobre Cibermuseus (GREC/UFBA) e estuda as produções religiosas de artistas modernistas, especialmente Candido Portinari. É filiada à Associação Brasileira de Estudos Cemiteriais (ABEC). Atualmente, é Coordenadora Pedagógica na Prefeitura de São Paulo e Professora Universitária, com ampla experiência em gestão cultural (passagens por SESI e SESC), ensino superior e formação de professores.

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Publicado

2026-07-30

Edição

Seção

Seção Temática

Como Citar

RODRIGUES, I. S.; FREITAS, J. C. C. DE; BOVO, T. T. Cemitério como Museu Interativo: memória, Preservação e Tecnologias Imersivas. Farol, v. 22, n. 34, p. 155–170, 30 jul.2026.