Afetividade e Potência de Agir na Aprendizagem: Contribuições Teóricas para a Compreensão do Desenvolvimento Humano

Autores

  • Isabela Pissinatti Universidade do Estado de São Paulo - UNESP
  • Dra. Andréia Osti Universidade do Estado de São Paulo -UNESP.

Palavras-chave:

Afetividade. Aprendizagem. Desenvolvimento Humano. Cognição. Educação.

Resumo

A afetividade tem ocupado posição de crescente relevância nas discussões contemporâneas acerca do desenvolvimento humano e dos processos de aprendizagem, especialmente diante da necessidade de superação de concepções dualistas que historicamente dissociaram emoção e cognição no campo educacional. Nesse contexto, o presente artigo tem como objetivo analisar a afetividade como elemento estruturante da aprendizagem, discutindo suas contribuições para a compreensão do desenvolvimento humano e educacional a partir das perspectivas teóricas de Henri Wallon, Lev Vigotski e Baruch de Espinosa. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa de natureza bibliográfica, de abordagem qualitativa, fundamentada na análise teórica de autores que discutem as interfaces entre afetividade, cognição, emoção e educação. Os resultados evidenciam que a afetividade não constitui dimensão acessória do processo educativo, mas elemento central na organização da atividade psíquica, influenciando diretamente a constituição da subjetividade, a formação da personalidade e a relação do sujeito com o conhecimento. Constatou-se que emoção e cognição se desenvolvem de forma interdependente, compondo uma unidade funcional inseparável no processo de aprendizagem, de modo que toda atividade intelectual está profundamente atravessada por motivações, interesses, sentidos e experiências emocionais. Ademais, verificou-se que as experiências afetivas vivenciadas no ambiente escolar interferem diretamente sobre a potência de agir dos estudantes, podendo favorecer ou limitar seu engajamento com o conhecimento. Conclui-se que uma educação comprometida com o desenvolvimento integral do sujeito exige práticas pedagógicas que reconheçam a afetividade como dimensão essencial do processo educativo, promovendo ambientes emocionalmente seguros, relações humanizadas e experiências de aprendizagem significativas.

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Publicado

20-04-2026