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Cosmologias mitológicas em conexões lúdico-literárias com infâncias na Educação Básica
DOI:
https://doi.org/10.47456/bqs5wy34Palavras-chave:
infâncias; literatura indígena; cosmologias mitológicasResumo
A proposta de estudo desta pesquisa teve como objetivo analisar as infâncias em suas territorialidades identitárias, em conexões interativas nas cosmologias indígenas constituídas como dispositivos de mediações didático-pedagógicas realizadas nos espaços escolares, fomentando propagações dos valores culturais desses territórios, reinventados nos mitos referendados em círculos literários com obras de autores(as) indígenas, como produção de sentidos e significados na construção das identidades de infâncias em seus mundos imaginados. Buscou-se evidenciar as crianças como atores socioculturais em seus territórios, incursas em suas inteirações e brincriações, bem como em suas vivências identitárias no cotidiano de um espaço geográfico com a maior população autodeclarada indígenas Tupiniquim e Guarani no estado do Espírito Santo. No caso particular deste estudo realizado, a população pesquisada foi um grupo de crianças matriculadas no Ensino Fundamental I, em uma escola pública regular situada no bairro Coqueiral, no município de Aracruz/ES, utilizando um percurso metodológico por pesquisa qualitativa, via exercício de inspiração etnográfica, numa perspectiva multirreferenciada em projetos decoloniais, alicerçadas nas obras das autoras indígenas Linda Tuhiwai Smith (2018) e Graça Graúna (2013). O trabalho de campo foi desenvolvido através da observação, simples e participante, da vida das crianças, em seus territórios de infâncias partilhadas em “culturas de pares” (Corsaro, 2010) nos espaços educativos, por meio de fruições lúdicas mediadas por literaturas de autorias indígenas e contação de histórias, com registros das conexões captadas destas literaturas com as crianças constituídas na “reprodução interpretativa das infâncias” resultando em categorias de análises dos dados produzidos sobre suas culturas, crenças e pertencimentos identitários em seus territórios memoráveis, reconhecendo seus mitos na criação e recriação dos seus mundos.
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