INTERTEXTUALIDADE, IMPLICATURAS E ARGUMENTAÇÃO: A REPRESENTAÇÃO DA PRIMEIRA-DAMA DO BRASIL JANJA EM CHARGES POLÍTICAS

Autores

  • Jucélia Azevedo dos santos Silva Ufes

DOI:

https://doi.org/10.47456/5xs59k98

Resumo

O filme “Barbie”, lançado no Brasil em 2023, alcançou ampla repercussão, mas também críticas, ao apresentar uma abordagem inovadora: um mundo dominado pela perspectiva feminina, em contraste com as concepções tradicionais associadas à personagem, desde sua criação no século XX. O longa-metragem inspirou inúmeras produções textuais, especialmente no ambiente digital, que exploraram não apenas a popularidade da boneca mas também as controvérsias suscitadas pela nova narrativa feminista e social. No contexto político, 2023 foi o primeiro ano do atual mandato do Governo Lula, e a primeira-dama Janja surge em charges que a associam ao universo semiótico da Barbie. A fim de compreender a relação estabelecida entre Janja e Barbie, analisamos duas charges -uma publicada no jornal Folha de S.Paulo, e outra na Revista Oeste- com o objetivo de investigar a construção argumentativa em torno da atuação da primeira-dama no cenário político nacional. Para tanto, a análise fundamentou-se em preceitos da intertextualidade (Koch, Bentes e Cavalcante, 2007), com contribuições dos estudos da argumentação (Koch e Elias, 2018; Amossy, 2020), bem como na teoria pragmática das implicaturas (Grice, 1975). Esta pesquisa teve como objetivo analisar as estratégias argumentativas empregadas pelos chargistas na construção da imagem da primeira-dama, destacando como os sentidos produzidos — ancorados na intertextualidade e nas implicaturas — são atravessados por posicionamentos ideológicos e disputas políticas.

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Publicado

2026-08-06

Como Citar

INTERTEXTUALIDADE, IMPLICATURAS E ARGUMENTAÇÃO: A REPRESENTAÇÃO DA PRIMEIRA-DAMA DO BRASIL JANJA EM CHARGES POLÍTICAS. PERcursos Linguísticos, v. 17, n. 40, 6 ago.2026.