O COTIDIANO DA CIDADE DE BELO HORIZONTE NA REVISTA VEJA BH: A CLASSE MÉDIA ALTA, A CIDADE PODEROSA E OS DILEMAS DO PLANEJADO VERSUS O VIVIDO

Autores/as

  • Juliana Teixeira
  • Alexandre de Pádua Carrieri
  • Tereza Cristina Peixoto

DOI:

https://doi.org/10.13071/regec.2317-5087.2014.4.2.10535.7-40.

Resumen

O objetivo deste artigo é analisar o discurso de reportagens de capa da revista Veja BH para compreender qual cotidiano da cidade de Belo Horizonte/MG a revista evidencia e como a cidade é discursivamente apresentada. Como aporte teórico, utilizamos a perspectiva do cotidiano de Certeau (1998). Este trabalho contribui para reflexões sobre o registro do cotidiano da cidade por meio de uma escrita midiática a respeito da forma pela qual a história e a mídia retratam eventos, sujeitos e formas de viver. Os resultados da análise do discurso de corrente francesa demonstram que o cotidiano evidenciado é o da classe média alta belo-horizontina, suas formas de lazer, suas práticas culturais e gastronômicas e os problemas que a atingem. Tal cotidiano envolve grandes números, estatísticas, valores e sucesso. Além disso, a revista se posiciona a favor do que seria a cidade planejada diante da cidade vivida e silencia problemas que possam ser considerados detritos da gestão das cidades, construindo a personagem de uma BH poderosa e em crescimento. Ideologicamente, constrói a BH que atende aos interesses do homem branco, construindo, para as mulheres, personagens atreladas à sexualidade ou ao ambiente doméstico. 

Biografía del autor/a

  • Juliana Teixeira

    Doutora em Administração pelo Centro de Pós-graduação e Pesquisas em Administração da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); Professora da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ); e Pesquisadora do Núcleo de Estudos Organizacionais e Sociedade (NEOS).

  • Alexandre de Pádua Carrieri

    Professor titular do Centro de Pós-graduação e Pesquisas em Administração da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); Doutor pela UFMG; e Líder do Núcleo de Estudos Organizacionais e Sociedade (NEOS).

  • Tereza Cristina Peixoto

    Doutoranda e mestre em Enfermagem pela Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Professora do Centro Universitário UNA.

     

Referencias

A associação de ideias do espectador é interrompida imediatamente, com a mudança da imagem. Nisso se baseia o efeito de choque provocado pelo cinema, que, como qualquer outro choque, precisa ser interceptado por uma atenção aguda (BENJAMIN, 1994: 192).

“Experimentar os choques era experimentar o instante. [...] O choque empurrava o sujeito moderno para o reconhecimento tangível da presença do presente. Na presença imediata do instante, o que podemos fazer – a única coisa que podemos fazer – é senti – ló (CHARNEY, 2004: 323-324).”

“Assim, a essência da imagem é de ordem mostrativa ou mostrante. Cada imagem é uma monstrance [...]. A imagem é da ordem do monstro: monstrum, é um signo prodigioso (moneo, monestrum) que adverte contra uma ameaça divina [...] É por isso que há uma monstruosidade da imagem: ela é fora do comum da presença porque ela o é em ostentação (NANCY, 2005: 46-47).”

Publicado

2015-12-11

Número

Sección

Artigos

Cómo citar

O COTIDIANO DA CIDADE DE BELO HORIZONTE NA REVISTA VEJA BH: A CLASSE MÉDIA ALTA, A CIDADE PODEROSA E OS DILEMAS DO PLANEJADO VERSUS O VIVIDO. (2015). "Revista Gestión Y Conexiones", 4(2), 7-40. https://doi.org/10.13071/regec.2317-5087.2014.4.2.10535.7-40.

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