A Participação da Engenharia nas Atividades de P&D da Indústria de Transformação Brasileira: uma análise a partir da PINTEC

Autores

  • Marcela de Oliveira Mazzoni Departamento de Política Científica e Tecnológica (São Paulo, DPCT/IG/UNICAMP)
  • Sérgio Robles Reis de Queiroz Departamento de Política Científica e Tecnológica (São Paulo, DPCT/IG/UNICAMP)
  • Flávia Luciane Consoni Departamento de Política Científica e Tecnológica (São Paulo, DPCT/IG/UNICAMP)
  • Renato Hyuda de Luna Pedrosa Universidade Estadual de Campinas (São Paulo, UNICAMP)

DOI:

https://doi.org/10.13071/regec.2317-5087.2013.2.2.4647.102-122.

Resumo

DOI: http://dx.doi.org/10.13071/regec.2317-5087.2013.2.2.4647.102-122

O Brasil discute hoje o temor de que a retomada do crescimento e o fortalecimento da realização de atividades tecnológicas no país sejam interrompidos por uma restrição na disponibilidade de profissionais qualificados, principalmente, engenheiros. A análise deste cenário de restrição de engenheiros para atividades tecnológicas é o objetivo deste artigo, que investiga se a participação destes profissionais em P&D na indústria da transformação está crescendo no Brasil nos últimos anos. Para isso, utilizou-se os dados fornecidos pela Pesquisa de Inovação Tecnológica (PINTEC), em suas quatro edições. As informações permitem observar a evolução do esforço em P&D e a participação dos engenheiros entre os profissionais dedicados às atividades tecnológicas. Apesar da expectativa de uma estrutura com fortalecimento da demanda de engenheiros para atividades tecnológicas, os dados evidenciam que a indústria brasileira não tem contado com uma estrutura mais intensiva em engenheiros nos últimos anos para a realização das atividades de P&D.

Biografia do Autor

  • Marcela de Oliveira Mazzoni, Departamento de Política Científica e Tecnológica (São Paulo, DPCT/IG/UNICAMP)

    Possui graduação em Ciências Econômicas pela Universidade Estadual Paulista (2006) e mestrado em Política Científica e Tecnológica pela Universidade Estadual de Campinas(2010). Doutoranda do Departamento de Política Científica e Tecnológica (DPCT/IG), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Campinas-SP.

     

  • Sérgio Robles Reis de Queiroz, Departamento de Política Científica e Tecnológica (São Paulo, DPCT/IG/UNICAMP)

    Possui graduação em Engenharia Civil pela Universadade de São Paulo (1978), mestrado (1987) e doutorado (1993) em Ciências Econômicas pela Universidade Estadual de Campinas. Professor titular do Departamento de Política Científica e Tecnológica (DPCT/IG), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Campinas-SP.

  • Flávia Luciane Consoni, Departamento de Política Científica e Tecnológica (São Paulo, DPCT/IG/UNICAMP)

    Graduação em Ciências Sociais pela Universidade Federal de São Carlos (1995), mestrado (1998) e doutorado (2004) em Política Científica e Tecnológica pela mesma Universidade. Professora doutora do Departamento Política Científica e Tecnológica (DPCT/IG/UNICAMP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Campinas-SP.

Referências

REFERÊNCIAS

AGUIAR, G. A. de. Serviço Social e Filosofia: das origens a Araxá. 3. ed. São Paulo: Cortez, 1985.

CARVALHO, R. & IAMAMOTO, M. V. A Questão Social nas décadas de 20 e 30 e as bases para a Implantação do Serviço Social. In: Relações Sociais e Serviço Social no Brasil: esboço de uma interpretação histórico-metodológica. 9 ed. São Paulo: Cortez; CELATS (Peru-Lima). 1993, p.127.

CASTEL, R. As armadilhas da exclusão. In: WANDERLEY, M. B.; BÓGUS, L.; YASBEK, M. C. (Org.). Desigualdade e Questão Social. São Paulo: EDUC, 1997b.

CENTRO BRASILEIRO DE COOPERAÇÃO E INTERCÃMBIO DE SERVIÇOS SOCIAIS (CBCISS). Teorização do Serviço Social: documentos de Araxá, Teresópolis e Sumaré. 2. ed. Rio de Janeiro: Agir, 1986.

CERQUEIRA FILHO, G. A “questão social” no Brasil: crítica do discurso político dominante. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1982.

FALEIROS, V. de P. Aonde nos Levam as Diretrizes Curriculares? Revista Temporális nº 3. 2. Ed.. Ano 2. Brasília: ABEPSS; Odisséia, jan./jun., 2004.

FERNANDES, F. A Revolução Burguesa no Brasil. Ensaio de Interpretação Sociológica. Rio de Janeiro: Zahar, 1975.

IMAMOTO, M.V. O Serviço Social na Contemporaneidade: Trabalho e formação profissional. 6. ed. São Paulo: Cortez, 2003.

IAMAMOTO, M. V. A Questão Social no capitalismo. Revista Temporalis nº 3. 2. ed. Ano 2, p. 09. Brasília: ABEPSS; Odisséia, jan./jun., 2004.

IANNI, O. A Questão Social. Questão Social. Revista São Paulo em Perspectiva. Vol. 5, São Paulo: Fundação SEADE (1), jan./mar., 1991.

MARX, KARL. O 18 BRUMARIO DE LOUIS BONAPARTE. Lisboa-Moscovo. Editorial Avante.1984.

MARTINS, J. de S. A sociedade vista do abismo: novos estudos sobre a exclusão, nobreza e classes sociais. Petrópolis: Vozes, 2002.

NETTO, J. P. Cinco Notas sobre a Questão Social. Revista Temporális nº 3. 2. ed. Ano 2, p. 41. Brasília: ABEPSS; Odisséia, jan./jun., 2004.

NETTO, J. P. Questão Social. Transcrições das sessões do NEAM: Núcleo de Estudos Marxistas. 1º semestre de 2000. Mimeografado.

______, J. P. Ditadura e Serviço Social: uma análise do Serviço Social no Brasil pós-64. São Paulo: Cortez, 1991.

______. As condições histórico-sociais de emergência do Serviço Social. In: Capitalismo Monopolista e Serviço Social. São Paulo: Cortez, 1992. p. 13-77.

PAPA LEÃO XIII. Encyclica “Rerum Novarum”: sobre a condição dos operários. São Paulo: José Fructuoso da Fonseca & Cia, 1936.

PAPA PIO XI. A Quadragésimo Anno: sobre a restauração da ordem social. Padre Felício Magaldi (trad.). Rio de Janeiro, 1931.

PEREIRA, P. A. Questão Social, Serviço Social, e Direitos de Cidadania. Revista Temporális nº 3, 2. ed. Ano 2, p. 51, Brasília, ABEPESS; Odisséia, jan./jun., 2004.

______. Comunicação apresentada na aula inaugural do Departamento de Serviço Social na Unb. 2005. Mimeografada.

PRADO JUNIOR, C. Evolução Política e Outros Estudos. 6. ed. São Paulo: Brasiliense, 1969.

______. A Formação do Brasil Contemporâneo: Colônia. 10. ed. São Paulo: Brasiliense, 1970.

ROSANVALLON, P. La Nueva Custión Social. Bueno Aires: Manantial, 1995.

SILVA, I. M. F. da. A Formação Histórica da Questão Social no Brasil e sua Vinculação com o Serviço Social: Uma viagem incompleta, mas repleta de emoções! 2005. Tese (Doutorado em Serviço Social). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). São Paulo, 2005.

VIEIRA. E. A. Autoritarismo e Corporativismo no Brasil: Oliveira Vianna & Companhia. 2. ed. São Paulo: Cortez, 1981.

______. Estado e Miséria Social no Brasil: Getúlio a Geisel. 2ª. ed. São Paulo: Cortes, 1985.

YASBEK, M. C. Pobreza E Exclusão Social: expressões da questão social no Brasil. Revista Temporális nº 3. 2. ed. Ano 2, p. 33. Brasília: ABEPSS; Odisséia, jan./jun., 2004.

WANDERLEY, I.E.W. A questão social no contexto da ‘globalização”: o caso latino americano e caribenho. In. Wnderley, Bógus, Castel. (Orgs.). DESIGUALDADE E QUESTÃO SOCIAL. São Paulo:EDUC, 1997.

Downloads

Arquivos adicionais

Publicado

2013-11-15

Como Citar

A Participação da Engenharia nas Atividades de P&D da Indústria de Transformação Brasileira: uma análise a partir da PINTEC. (2013). Revista Gestão & Conexões, 2(2), 102-122. https://doi.org/10.13071/regec.2317-5087.2013.2.2.4647.102-122.

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)