Avaliação da assistência ao parto vaginal em uma maternidade pública no Nordeste do Brasil
DOI:
https://doi.org/10.47456/rbps.v22i3.17096Palavras-chave:
Parto humanizado, Trabalho de parto, Parto normalResumo
Introdução: A mortalidade materna é tema de discussão nos âmbitos nacional e internacional, devido à repercussão negativa na vida das famílias. Objetivo: Analisar a assistência ao parto vaginal no hospital de referência da cidade de Vitória de Santo Antão, segundo as boas práticas humanizadas preconizadas pela Organização Mundial de Saúde e o índice de Bologna. Métodos: Estudo descritivo, transversal e quantitativo, realizado com 266 puérperas, no alojamento conjunto de um hospital estadual de Vitória de Santo Antão (PE), Brasil, entre dezembro de 2015 e março de 2016, por meio de questionário e prontuário. Resultados: (23,8 ± 6,2) foi a média de idade, 78,9% das gestantes realizaram consultas de pré-natal, e 47,4% não foram informadas sobre as orientações quanto ao trabalho de parto e parto vaginal. Destacaram-se práticas eficazes de atenção ao parto: presença do acompanhante (99,2%); respeito à privacidade (95,5%); e ausculta dos batimentos cardiofetais (95,1%) e práticas prejudiciais: puxos direcionados (94,7%); estímulo à posição litotômica (78,1%) e uso rotineiro de ocitocina sintética (77,9%). Conclusão: Após a análise, verificaram-se limitações existentes na assistência humanizada ao parto, havendo a necessidade de reflexão e transformação dos cuidados prestados no cenário do parto.
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