Mapeamento espacial das notificações e prevalências de violência entre grupos etários vulneráveis no estado do Espírito Santo
DOI:
https://doi.org/10.47456/rbps.v27isupl_2.48408Palavras-chave:
Violência, Epidemiologia, Sistemas de Informação, Análise espacialResumo
Introdução: A notificação de casos de violência é uma ferramenta importante para monitorar tendências e orientar políticas públicas para o enfrentamento das violências nos diferentes ciclos de vida. Objetivo: Analisar as prevalências e a distribuição espacial das notificações de violência nos municípios do Espírito Santo entre grupos etários vulneráveis, no período de 2011 a 2021. Métodos: Estudo ecológico descritivo, utilizando dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) de 2011 a 2021. As taxas por 10.000 habitantes foram estratificadas por idade (0–9, 10–19, 20–59, ≥60 anos) e analisadas por meio de suavização bayesiana, Índice de Moran e mapeamento temático. Resultados: A taxa média geral de notificação de violência foi de 14,05 por 10.000 habitantes. Em relação às prevalências específicas por idade, verificou-se que a maior taxa média de notificação foi para o grupo de adolescentes (29,02/10.000 hab.), seguido de adultos (16,39/10.000 hab.), crianças (10,98/10.000 hab.) e idosos (9,34/10.000 hab.). Conclusão: Os achados reforçam a necessidade de políticas públicas direcionadas, do fortalecimento da vigilância em municípios prioritários e da inserção da temática da violência na formação dos profissionais da área da saúde.
Downloads
Referências
Njaine K, organizadora. Impactos da violência na saúde. 4. ed. atual. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz; 2020. 448 p. doi: https://doi.org/10.7476/9786557080948
Brasil. Ministério da Saúde. Política Nacional de Redução da Morbimortalidade por Acidentes e Violências: Portaria MS/GM nº 737, de 16 de maio de 2004 [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2004 [citado 2024 set 1–2025 jan 31]. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/svsa/vigilancia-de-doencas-cronicas-nao-transmissiveis/vigilancia-dos-acidentes-e-violencias/pnrmav
Matsumoto M, Brizola M, Lima G, Cabral J, Costa M. Cuidado de enfermagem forense ao idoso em situações de violência: revisão de escopo. Acta Paul Enferm. 2021;34:e2021AR02425. doi: https://doi.org/10.37689/acta-ape/2021AR02425
Saccol LRI, Vianna C, Pavão SMO. Negligência familiar: implicações na aprendizagem escolar de estudantes com deficiência visual. Rev Bras Educ Espec. 2021;27:e2021v27e0014. doi: https://doi.org/10.1590/1980-54702021v27e0014
D’Oliveira AFP, Ribeiro R, Lima LD, et al. Obstáculos e facilitadores para o cuidado de mulheres em situação de violência doméstica na atenção primária em saúde: uma revisão sistemática. Interface (Botucatu). 2020;24:e29902982024. doi: https://doi.org/10.1590/1413-81232024299.02982024
Krug EG, Mercy JA, Dahlberg LL, Zwi AB. The world report on violence and health [Internet]. Geneva: World Health Organization; 2002 [citado 2024 set 1–2025 jan 31]. Disponível em: https://apps.who.int/iris/handle/10665/42495
Nock MK, Borges G, Bromet EJ, Cha CB, Kessler RC, Lee S. Suicide and suicidal behavior. Epidemiol Rev. 2008;30:133–54. doi: https://doi.org/10.1093/epirev/mxn002
Leite FMC, Ribeiro K, Santos A, et al. Análise dos casos de violência interpessoal contra mulheres. Acta Paul Enferm. 2023;36:e2023AO00181. doi: https://doi.org/10.37689/acta-ape/2023AO00181
World Health Organization. Violence against women prevalence estimates, 2018: global, regional and national prevalence estimates for intimate partner violence against women and global and regional prevalence estimates for non-partner sexual violence against women. Geneva: WHO; 2021.
Brasil. Portaria nº 104, de 25 de janeiro de 2011. Define as terminologias adotadas em legislação nacional, conforme o disposto no Regulamento Sanitário Internacional 2005 (RSI 2005), a relação de doenças, agravos e eventos em saúde pública de notificação compulsória em todo o território nacional e estabelece fluxo, critérios, responsabilidades e atribuições aos profissionais e serviços de saúde [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2011 [citado 2024 set 1–2025 jan 31]. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2011/prt0104_25_01_2011.html
Brasil. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 420, de 2 de março de 2022 [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2022 [citado 2024 set 1–2025 jan 31]. Disponível em: https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-gm/ms-n-420-de-2-de-marco-de-2022-383578277
Brasil. Lei nº 11.147, de 28 de agosto de 2020. Dispõe sobre a criação do Sistema Estadual de Cultura e dá outras providências [Internet]. Espírito Santo: Assembleia Legislativa; 2020 [citado 2024 set 1–2025 jan 31]. Disponível em: https://www3.al.es.gov.br/Arquivo/Documents/legislacao/html/LEI111472020.html
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Articulação Estratégica de Vigilância em Saúde. Guia de Vigilância em Saúde [recurso eletrônico] [Internet]. 5. ed. rev. e atual. Brasília: Ministério da Saúde; 2022 [citado 2024 set 1–2025 jan 31]. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_vigilancia_saude_5ed_rev_atual.pdf
Brasil. Ministério da Saúde. DATASUS. Tabnet [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2024 [citado 2024 set 1–2025 jan 31]. Disponível em: http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/tabcgi.exe?ibge/cnv/popes.def
Carvalho EFM, Laguardia J, Deslandes SF. Sistemas de informação sobre violência contra as mulheres: uma revisão integrativa. Cien Saude Colet. 2022;27:1273–87. doi: https://doi.org/10.1590/1413-81232022274.08722021
Pasinato W, Machado B, Ávila TP. Políticas públicas de prevenção à violência contra a mulher. Dir Transdisciplin Pesq Sociojuríd. 2019;6:e36189 [Internet]. [citado 2024 set 1–2025 jan 31]. Disponível em: https://www.uel.br/revistas/uel/index.php/rtps/article/view/36189
Oliveira EV, Santos JF, Ávila TP, Lima GR, Baptista CA. Fatores socioeconômicos e saúde de crianças em contexto de violência. Aletheia. 2021;54(1):71–82. doi: https://doi.org/10.29327/226091.54.1-10
Platt VB, Lima JF, Martins R, Rios L, Mendes E, Cassaniga M. Completitude, consistência e não duplicidade dos registros de violência sexual infantil no Sistema de Informação de Agravos de Notificação em Santa Catarina, 2009–2019. Epidemiol Serv Saude. 2022;31:e20220003. doi: https://doi.org/10.1590/S1679-49742022000100003
Oliveira NF, Lima ÁT, Santos TMB, Sousa RPR, Gomes A. Violência contra crianças e adolescentes em Manaus, Amazonas: estudo descritivo dos casos e análise da completude das fichas de notificação, 2009–2016. Epidemiol Serv Saude. 2020;29(1):e20200012. doi: https://doi.org/10.5123/S1679-49742020000100012
Paungartner LM, Almeida P, Ramos T, Brito V. Análise epidemiológica das notificações de violência contra crianças e adolescentes no Brasil de 2009 a 2017. Rev Eletr Acervo Saude. 2020;12(9):e4241. doi: https://doi.org/10.25248/reas.e4241.2020
Andrade FM, et al. Perfil dos atendimentos por violência contra idosos em serviços de urgência e emergência: análise do VIVA Inquérito 2017. Rev Bras Epidemiol. 2020;23:e200008.supl.1. doi: https://doi.org/10.1590/1980-549720200008.supl.1
Garbín CAS, Ferreira MAM, Lima L, et al. Desafios do profissional de saúde na notificação da violência: obrigatoriedade, efetivação e encaminhamento. Cienc Saude Colet. 2015;20(6):1879–90. doi: https://doi.org/10.1590/1413-81232015206.04212015
Levandowski ML, Moura E, Salci MA, et al. Impacto do distanciamento social nas notificações de violência contra crianças e adolescentes no Rio Grande do Sul, Brasil. Cad Saude Publica. 2021;37:e00140020. doi: https://doi.org/10.1590/0102-311X00140020
Venâncio SI. Políticas públicas dirigidas para primeira infância: uma agenda em expansão. BIS Bol Inst Saude [Internet]. 2018 [citado 2024 set 1–2025 jan 31];19(1):15–8. Disponível em: https://periodicos.saude.sp.gov.br/bis/article/view/34648
Barcellos TMT, et al. Violência contra crianças: descrição dos casos em município da baixada litorânea do Rio de Janeiro. Esc Anna Nery. 2021;25(4):e20200485. doi: https://doi.org/10.1590/2177-9465-EAN-2020-0485
Platt VB, Guedert JM, Coelho EBS. Violência contra crianças e adolescentes: notificações e alerta em tempos de pandemia. Rev Paul Pediatr. 2020;39:e2020267. doi: https://doi.org/10.1590/1984-0462/2021/39/2020267
Gadelha JPM, Almeida J, Paiva L, et al. Contribuição dos profissionais de saúde no preenchimento da notificação para estudo da violência contra crianças e adolescentes no ambiente hospitalar: um protocolo de revisão de escopo. Rev Soc Desenvolv. 2022;11(12):e34473. doi: https://doi.org/10.33448/rsd-v11i12.34473
Melo RA, Nascimento EGC, Oliveira LAF, et al. Rede de proteção na assistência às crianças, adolescentes e suas famílias em situação de violência. Rev Gaucha Enferm. 2020;41:e20190380. doi: https://doi.org/10.1590/1983-1447.2020.20190380
Miranda LL, Pacheco MAB, Dias S, et al. Violência contra crianças e adolescentes em tempos de pandemia: revisão integrativa da literatura. Rev Soc Desenvolv. 2022;11(12):e3468. doi: https://doi.org/10.33448/rsd-v11i12.3468
Vasconcelos MIO, Andrade T, Silva D, et al. Violência contra adolescentes e estratégias de enfrentamento. Enferm Foco. 2020;11(5):144–51. doi: https://doi.org/10.21675/2357-707X.2020.v11.n5.3416
Mascarenhas MD, Lima JF, Bittencourt A, et al. Perfil epidemiológico dos atendimentos de emergência por violência no Sistema de Serviços Sentinelas de Vigilância de Violências e Acidentes (Viva) – Brasil, 2006. Epidemiol Serv Saude. 2009;18(1):17–28. doi: https://doi.org/10.5123/S1679-49742009000100003
Oliveira ML, Lima Nunes RA, Macena RHM. Violência contra idosos: análise comparativa entre os dados do SINAN e da PNS 2019. Editora Científica Nacional; 2023;48:655–60. doi: https://doi.org/10.37885/230211935
Brasil. Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003. Dispõe sobre o Estatuto do Idoso e dá outras providências [Internet]. Brasília: Diário Oficial da União; 2003 [citado 2024 set 1–2025 jan 31]. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.741.htm
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Portal de mapas [Internet]. Brasília: IBGE; [citado 2024 set 1–2025 jan 31]. Disponível em: http://mapas.ibge.gov.br/bases-e-referenciais/basescartograficas/malhas-digitais.html
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde/Brazilian Journal of Health Research

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
A Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde (RBPS) adota a licença CC-BY-NC 4.0, o que significa que os autores mantêm os direitos autorais de seus trabalhos submetidos à revista. Os autores são responsáveis por declarar que sua contribuição é um manuscrito original, que não foi publicado anteriormente e que não está em processo de submissão em outra revista científica simultaneamente. Ao submeter o manuscrito, os autores concedem à RBPS o direito exclusivo de primeira publicação, que passará por revisão por pares.
Os autores têm autorização para firmar contratos adicionais para distribuição não exclusiva da versão publicada pela RBPS (por exemplo, em repositórios institucionais ou como capítulo de livro), desde que seja feito o devido reconhecimento de autoria e de publicação inicial pela RBPS. Além disso, os autores são incentivados a disponibilizar seu trabalho online (por exemplo, em repositórios institucionais ou em suas páginas pessoais) após a publicação inicial na revista, com a devida citação de autoria e da publicação original pela RBPS.
Assim, de acordo com a licença CC-BY-NC 4.0, os leitores têm o direito de:
- Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato;
- Adaptar — remixar, transformar, e criar a partir do material.
O licenciante não pode revogar estes direitos desde que você respeite os termos da licença. De acordo com os termos seguintes:
- Atribuição — Você deve dar o crédito apropriado, prover um link para a licença e indicar se mudanças foram feitas. Você deve fazê-lo em qualquer circunstância razoável, mas de maneira alguma que sugira ao licenciante a apoiar você ou o seu uso.
- Não Comercial — Você não pode usar o material para fins comerciais.
- Sem restrições adicionais — Você não pode aplicar termos jurídicos ou medidas de caráter tecnológico que restrinjam legalmente outros de fazerem algo que a licença permita.