Características clínicas, fatores prognósticos e resposta ao tratamento em colite aguda grave
DOI:
https://doi.org/10.47456/rbps.v26i1.51180Palavras-chave:
Colite, Gastroenterologia, Colite Ulcerativa, Doença de Crohn, Epidemiologia clínicaResumo
Introdução: Colite aguda grave é uma importante complicação da doença inflamatória intestinal e urgência na Gastroenterologia. Objetivo: Analisar uma série de casos de Colite Aguda Grave internados em hospital terciário, em 2023 e 2024. Métodos: Estudo retrospectivo das características epidemiológicas, fatores prognósticos, resposta terapêutica e desfechos clínicos de 12 pacientes com colite aguda grave. Resultados: Média de idade 44,5 anos (±18,9); média tempo internação 17 dias; 07 do sexo feminino; 05 com Doença de Crohn e 07 Retocolite Ulcerativa; colite fulminante ocorreu em 02 casos. Albumina média 3g/ml, 06 pacientes com albumina até 2,9g/ml e 06 acima de 3,0g/ml, pacientes mais novos tinham albumina mais baixa, porém sem significância (p=0,08). A média do Proteína C Reativa inicial foi de 93,4mg/L e foi maior nos pacientes com úlceras profundas (p=0,03); após 03 dias de corticoide, a Proteína C Reativa média foi de 35,5mg/L. 07 pacientes não apresentaram resposta ao corticoide e receberam terapia de resgate, 04 Infliximabe (todos responderam) e 03 Tofacitinibe (somente 01 respondeu); 03 positivaram para Clostridioides difficile; não houve infecção por citomegalovírus e 03 tiveram trombose venosa profunda. Colectomia foi realizada em 03 pacientes (02 pacientes refratários ao tratamento com corticoide e terapia de resgate, 01 apresentou megacólon tóxico). Conclusões: O manejo da colite aguda grave representa um desafio na prática clínica, reconhecer fatores prognósticos, critérios de falha ao tratamento com corticoesteróides, opções de terapias de resgate, além do momento e indicações cirúrgicas são cruciais para desfecho clínico.
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