Perfil clínico-epidemiológico de prematuros com leucomalácia periventricular e hemorragia peri-intraventricular em um programa de follow-up

Autores

  • Ícaro Pratti Sarmenghi Universidade Federal do Espírito Santo
  • Jacob Henrique da Silva Klippel Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes
  • Priscilla Leite Nunes Schmidt Universidade Federal do Espírito Santo
  • Luanna Rabbi Bernardes Universidade Federal do Espírito Santo
  • Kátia Cristine Carvalho Pereira Universidade Federal do Espírito Santo

DOI:

https://doi.org/10.47456/rbps.v26i1.51181

Palavras-chave:

Prematuridade, Hemorragia Cerebral Intraventricular, Leucomalácia Periventricular, Unidade de terapia intensiva neonatal

Resumo

Introdução: Os prematuros correspondem a 10% dos nascimentos, com redução gradativa da sua mortalidade dada a melhor assistência e tecnologias, porém aumentando morbidades crônicas. As alterações cerebrais neonatais podem contribuir para piores desfechos no neurodesenvolvimento, como a hemorragia peri-intraventricular (HPIV) e a leucomalácia periventricular (LPV), sendo importante entender o perfil objetivando qualidade assistencial. Objetivos: Descrever o perfil clínico-epidemiológico de prematuros com HPIV e LPV do ambulatório de seguimento de recém-nascidos de risco (follow-up). Métodos: Estudo transversal, retrospectivo e do­cumental, de prematuros do follow-up com HPIV e LPV diagnosticadas no período neonatal, atendidas de outubro de 2020 a setembro de 2021. Resultados: Dos 110 pacientes com realização de neuroimagem, 47 estavam alteradas (42,73%), sendo 11 (23,40%) graves (HPIV grau III ou IV ou LPV). A média de idade materna foi 30,63 anos (±7,21), com 53,19% pré-natal incompleto, gemelares em 23,4% e cesárea em 53,19%. A idade gestacional 28 a 31 semanas registrou 59,67%, com necessidade de reanimação neonatal de 46,81%. Média de peso de 1394 gramas (±438,37), adequados para idade gestacional em 80,85%, com internação prolongada maior que 60 dias em 31,91% (média de 56,74 dias), com ventilação pulmonar invasiva média de 8,57 dias. Conclusão: Cerca de 40% dos pacientes em acompanhamento neste follow-up tiveram alguma lesão intracraniana neonatal, sendo na sua maioria prematuros moderados, com pré-natal incompleto, não gemelares, com muito baixo peso, porém adequados para idade gestacional. Ressaltamos a importância na realização da neuroimagem neonatal nos pacientes de risco, que pode estar correlacionado com desfechos desfavoráveis no neurodesenvolvimento.

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Publicado

31.12.2024

Edição

Seção

Dossiê: Comissão de Residência Médica (COREME-HUCAM)

Como Citar

1.
Perfil clínico-epidemiológico de prematuros com leucomalácia periventricular e hemorragia peri-intraventricular em um programa de follow-up. RBPS [Internet]. 31º de dezembro de 2024 [citado 19º de fevereiro de 2026];26(1):e51181 . Disponível em: https://periodicos.ufes.br/rbps/article/view/51181

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