Perfil clínico-epidemiológico de intoxicações medicamentosas em crianças

Autores/as

  • Huilma Alves Cardoso Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Goiás; Centro de Referência em Saúde do Trabalhador da Superintendência de Vigilância em Saúde, Secretaria de Estado da Saúde de Goiás https://orcid.org/0000-0002-3235-8870 (no autenticado)
  • Raquel Machado Schincaglia Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Goiás; e Faculdade de Nutrição, Universidade Federal de Goiás http://orcid.org/0000-0002-8450-6775 (no autenticado)
  • Mariza Martins Avelino Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Goiás
  • Ana Laura Sene Amâncio Zara Programa de Pós-Graduação em Odontologia http://orcid.org/0000-0001-7012-9078 (no autenticado)

DOI:

https://doi.org/10.47456/rbps.v22i3.27642

Palabras clave:

Intoxicação Exógena, Medicamentos, Criança, Epidemiologia Descritiva

Resumen

Introdução: As intoxicações na infância são causa habitual e evitável de morbimortalidade em diversos países. O aumento expressivo da incidência de casos associado aos riscos torna esse agravo bastante relevante nesse grupo etário. Objetivo: Descrever o perfil clínico-epidemiológico dos casos notificados de intoxicações medicamentosas em crianças. Métodos: Trata-se de um estudo observacional e descritivo com dados secundários, obtidos de registros de intoxicações medicamentosas em 680 crianças de zero a 12 anos incompletos, no Sistema Nacional de Vigilância Sanitária/Sinavisa, entre 2012 e 2016. A análise dos dados foi realizada no programa IBM® SPSS Statistics®. Resultados: As crianças tinham em média 2,9 anos (desvio-padrão ±2,3 anos), e 50,1% eram do sexo feminino. Os eventos ocorreram principalmente no domicílio (95,4%), em zona urbana (99,5%), pela via digestiva (96,1%), de forma acidental (77,2%) e com exposição aguda única (99,6%). O tempo entre a exposição e o atendimento ocorreu em média de 8,1 horas. O atendimento foi predominantemente hospitalar (53,8%), em serviço público (80,4%) e sem hospitalização (71,9%). Todas as intoxicações foram confirmadas pelo critério clínico, sendo a maioria de intensidade leve (60,9%), e 98,7% evoluíram para cura. Uma variedade de medicamentos ocasionou as intoxicações (n=193), principalmente, medicamentos que atuam no Sistema Nervoso Central. Conclusão: As intoxicações medicamentosas em crianças predominam na primeira infância, por acidentes domésticos, com drogas ingeridas por via oral, do tipo aguda única e a maioria dos casos evolui para cura. O atendimento foi predominantemente hospitalar e em unidades públicas, não sendo necessária a hospitalização em grande parte dos casos.

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Biografía del autor/a

  • Ana Laura Sene Amâncio Zara, Programa de Pós-Graduação em Odontologia
    Farmacêutica-Bioquímica (UFMT), Epidemiologista (Mestrado e Doutorado - UFG/IPTSP) e Pós-doutoranda (PPGO - UFG).

Publicado

27-04-2021

Número

Sección

Artigos originais

Cómo citar

1.
Perfil clínico-epidemiológico de intoxicações medicamentosas em crianças. RBPS [Internet]. 27 de abril de 2021 [citado 16 de julio de 2026];22(3):73-80. Disponible en: https://periodicos.ufes.br/rbps/article/view/27642