Comportamento autolesivo na adolescência
fatores de risco e proteção sob a perspectiva da teoria bioecológica de Bronfenbrenner
DOI:
https://doi.org/10.47456/rbps.v27isupl_1.48242%20Palabras clave:
Autolesão, Adolescência, Fatores de risco, Fatores de proteção, Sistemas ecológicosResumen
Introdução: O comportamento autolesivo (CAL) em adolescentes é reconhecido globalmente como um grave problema de saúde pública que demanda atenção constante, por estar associado a doenças psiquiátricas e maior probabilidade de suicídio futuro. Identificar os fatores de risco e proteção é fundamental para conter o avanço desse fenômeno e desenvolver estratégias de enfrentamento mais eficazes. Além disso, compreender os vários aspectos biopsicossociais que influenciam a manutenção desse tipo de violência autoprovocada pode ser de extrema importância para a sua prevenção e combate. Objetivo: Descrever alguns fatores de risco e de proteção que influenciam o CAL, baseando-se na teoria bioecológica de Bronfenbrenner, que considera as interações complexas entre diferentes sistemas ambientais. Métodos: Pesquisa teórica e reflexiva, fundamentada em diálogos com obras de diversos autores da literatura científica. Resultados: A perspectiva ecológica não apenas amplia a compreensão do conhecimento acerca da autolesão, mas também aponta para a necessidade de intervenções multifacetadas que abordem simultaneamente os diversos níveis do ambiente social e cultural do adolescente. Conclusão: Esta abordagem é crucial para promover a saúde mental e o bem-estar dos jovens afetados, ressaltando a importância de intervenções precoces e adequadas.
Descargas
Referencias
Guerreiro DF, Sampaio D. Comportamentos autolesivos em adolescentes: uma revisão da literatura com foco na investigação em língua portuguesa. Revista Portuguesa de Saúde Pública. Julho de 2013;31(2):213–22. Disponível em: doi: 10.1016/j.rpsp.2013.05.001.
Sifuentes TR, Dessen MA, Oliveira MCSLD. Desenvolvimento humano: desafios para a compreensão das trajetórias probabilísticas. Psicol Teor Pesq. Dezembro de 2007;23(4):379–85.
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamentos de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis e Promoção da Saúde. Viva: instrutivo notificação de violência interpessoal e autoprovocada. 2.ed. Brasília: Ministério da Saúde; 2016.
Moraes DX, Moreira ÉDS, Sousa JM, Vale RRMD, Pinho ES, Dias PCDS, et al. “The pen is the blade, my skin the paper”: risk factors for self-injury in adolescents. Rev Bras Enferm. 2020;73(suppl 1):e20200578.
Silva AC, Botti NCL. Comportamento autolesivo ao longo do ciclo vital: revisão integrativa da literatura. RPESM. 2017;(18).
Cedaro JJ, Nascimento JPGD. Dor e Gozo: relatos de mulheres jovens sobre automutilações. Psicol USP. Agosto de 2013;24(2):203–23.
Almeida RS. A prática da automutilação na adolescência: o olhar da psicologia escolar/educacional. CGHS UNIT-AL. 22 de maio de 2018;4(3):147.
Silva EPDQ, Santos SP. Práticas de ensino, pesquisa e extensão no âmbito do GPECS: problematizando corpos, gêneros, sexualidades e educação escolar. R.P.E.S.M. 30 de maio de 2016;4(2).
Moreira ÉDS, Vale RRMD, Caixeta CC, Teixeira RAG. Automutilação em adolescentes: revisão integrativa da literatura. Ciênc saúde coletiva. Outubro de 2020;25(10):3945–54.
Fonseca ACDS, Marin AH. Violência autoprovocada no Brasil: caracterização dos casos notificados entre 2009 e 2021. PSSA. 27 de fevereiro de 2023;131–46. DOI: 10.20435/pssa.v14i3.2005.
Federici MCMM, Juliano MG, Vasconcelos CL, Pádua FAP, Soares FB, Gouvêa ARD. Perfil epidemiológico da incidência da violência autoprovocada no Brasil de 2018 a 2022. Braz J Hea Rev. 23 de julho de 2024;7(4):e71421. Disponível em: DOI:10.34119/bjhrv7n4-136. Acesso em 10 out. 2024.
Assis DCMD, Moreira LVDC, Fornasier RC. Teoria bioecológica de Bronfenbrenner: a influência dos processos proximais no desenvolvimento social das crianças. RSD. 20 de agosto de 2021;10(10):e582101019263.
Silveira SBA, et al. Inserção ecológica: metodologia para pesquisar risco e intervir com proteção. Psicol Educ. 2009;29(2):57–74.
Bronfenbrenner U. Bioecologia do desenvolvimento humano: tornando os seres humanos mais humanos. Porto Alegre: Artmed; 2011.
Haddad L. Ecologia do atendimento infantil: construindo um modelo de sistema unificado de cuidado e educação. Tese. Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo, São Paulo; 1997. DOI:10.11606/T.48.1997.tde-02122005-101723.
Cecconello AM. Resiliência e vulnerabilidade em famílias em situação de risco. Tese. Curso de Pós-Graduação em Psicologia do Desenvolvimento, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, RS; 2003.
Poletto M, Koller SH. Contextos ecológicos: promotores de resiliência, fatores de risco e de proteção. Estud psicol (Campinas). Setembro de 2008;25(3):405–16.
Bronfenbrenner U. A ecologia do desenvolvimento humano: experimentos naturais e planejados. Porto Alegre: Artmed; 1996.
Bombonati ACC. Automutilação entre adolescentes: uma análise sociológica no ambiente escolar rural e o caso Girassol. Dissertação. Universidade Federal do Vale do São Francisco, Campus Juazeiro, BA; 2020.
Gomes HS. Educação para família: uma proposta de trabalho preventivo. J Hum Growth Dev. 19 de junho de 1994;4(1).
Cecconello AM, Koller SH. Inserção ecológica na comunidade: uma proposta metodológica para o estudo de famílias em situação de risco. Psicol Reflex Crit. 2003;16(3):515–24.
Sousa MDGDM, Lima LHDO, Mascarenhas MDM, et al. Contexto familiar e sofrimento mental em adolescentes: uma revisão integrativa. RPESM. 30 de junho de 2022;(27):140–57.
Arbuthnott AE, Lewis SP. Parents of youth who self-injure: a review of the literature and implications for mental health professionals. Child Adolesc Psychiatry Ment Health. Dezembro de 2015;9(1):35.
Santo MADS, Dell’Aglio DD. Self-injury in adolescence from the bioecological perspective of human development. Psicol Teor Pesq. 2022;24(1).
Silva CML. Bullying e depressão no contexto escolar: um estudo psicossociológico. Dissertação. Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa; 2010. p.162.
Ferigato E, Souza SMNLD, Estender AC. Fatores do bullying escolar à luz da teoria do ecossistema: uma investigação exploratória. OLEL. 21 de novembro de 2024;22(11):e787. DOI: 10.55905/oelv22n11-174.
Quesada AA, et al. Cartilha para prevenção da automutilação e do suicídio: orientações para educadores e profissionais da saúde. Fundação Demócrito Rocha; 2020.
Dessen MA, Polonia ADC. A família e a escola como contextos de desenvolvimento humano. Paidéia (Ribeirão Preto). Abril de 2007;17(36):21–32.
Roos MSRD, Truccolo AB. Mesossistema escola-família: impacto no desenvolvimento integral da criança. R.C.M.N.C. 10 de agosto de 2021;97–118.
Brito MDLDS, Silva Júnior FJGD, Costa APC, Sales JCES, Gonçalves AMDS, Monteiro CFDS. Comportamento suicida e estratégias de prevenção sob a ótica de professores. Esc Anna Nery. 2020;24(4):e20200109.
Lara GD, Saraiva ES, Cossul D. Automutilação na adolescência e vivência escolar: uma revisão integrativa da literatura. Educ Pesqui. 2023;49:e249711.
Oliveira TS, Faiman CJS. Ser policial militar: reflexos na vida pessoal e nos relacionamentos. Rev Psicol Organ Trab. 2019;19(2):607-615.
Paixão CC. Transtornos psiquiátricos em crianças e adolescentes filhos de policiais militares do Estado do Rio de Janeiro. Dissertação. Arouca, Rio de Janeiro; 2013.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2025 Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde/Brazilian Journal of Health Research

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial-SinDerivadas 4.0.
La RBPS adopta la licencia CC-BY 4.0, lo que significa que los autores mantienen los derechos de autor de sus trabajos presentados a la revista.
- Los autores deben declarar que su contribución es un manuscrito original, que no ha sido publicado previamente y que no está en proceso de evaluación en otra revista simultáneamente.
- Al presentar el manuscrito, los autores conceden a la RBPS el derecho exclusivo de primera publicación, sujeto a revisión por pares.
Derechos de los autores:
Los autores pueden firmar contratos adicionales para la distribución no exclusiva de la versión publicada por la RBPS (por ejemplo, en repositorios institucionales o como capítulos de libros), siempre que se reconozca la autoría y la publicación inicial en la RBPS. Además, se anima a los autores a poner su trabajo a disposición en línea (por ejemplo, en repositorios institucionales o en sus páginas personales) tras la publicación inicial en la revista, citando debidamente la autoría y la publicación original.
Derechos de los lectores bajo la licencia CC-BY 4.0:
- Compartir: copiar y redistribuir el material en cualquier medio o formato para cualquier propósito, incluso comercialmente.
- Adaptar: remezclar, transformar y construir a partir del material para cualquier propósito, incluso comercialmente.
Condiciones de la licencia:
- Atribución: Debe otorgarse el crédito adecuado, incluir un enlace a la licencia e indicar si se realizaron cambios.
- Sin restricciones adicionales: No se pueden aplicar términos legales o medidas tecnológicas que restrinjan lo que la licencia permite.