Concordância entre as classificações de evitabilidade aplicadas aos óbitos infantis ocorridos no Espírito Santo, Brasil
Resumo
Introdução: Nas últimas décadas, foram desenvolvidas classificações de evitabilidade das causas do óbito e, aparentemente, essas classificações apresentam semelhanças e diferenças que poderiam levar a resultados contraditórios ao se avaliar a evitabilidade. Objetivo: Verificar os níveis de concordância entre as diferentes classificações de evitabilidade do óbito infantil. Métodos: Foram classificados 5.316 óbitos infantis no período de 2006 a 2013, segundo cinco classificações de evitabilidade: Taucher, International Colaborative Effort on Infant Mortality (ICE), Fundação SEADE, Lista brasileira de causas evitáveis de morte e Lista reduzida de tabulação de causas de mortalidade infantil (LIR-MI). Aplicou-se o teste de concordância Kappa, além de análises de sensibilidade, especificidade, valor preditivo positivo e negativo, acurácia, e razões de verossimilhanças positiva e negativa. Resultados: A maior concordância ocorreu entre as classificações ICE e SEADE (Kappa ajustado=0,88). Quando considerada a classificação ICE como referência, os métodos SEADE e Taucher apresentaram maior sensibilidade (100%). Considerando a classificação SEADE como referência, a classificação de Taucher apresentou a maior sensibilidade (100%). A LIR-MI e Lista brasileira de causas evitáveis de morte obtiveram a maior especificidade (100%) em ambas as situações. As classificações SEADE e Lista brasileira de causas evitáveis de morte apresentaram maiores acurácias. As razões de verossimilhança positiva indicaram que as classificações SEADE e Taucher apresentaram a maior probabilidade de classificar os óbitos em não evitáveis. Conclusão: Recomenda-se a atualização permanente das classificações de evitabilidade, visto que novas tecnologias e políticas estão em evolução constante nos sistemas e serviços de saúde.
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