A FORMAÇÃO DOCENTE E O ENFRENTAMENTO DA MEDICALIZAÇÃO NA INFÂNCIA
Résumé
A FORMAÇÃO DOCENTE E O ENFRENTAMENTO
DA MEDICALIZAÇÃO NA INFÂNCIA
NEVES, Vagner Rangel1
Resumo
Este estudo busca compreender o papel da formação docente no enfrentamento dos processos de medicalização na infância, investigando de que forma a prática pedagógica pode contribuir para a construção de uma educação mais humanizada e menos patologizante. O objetivo é analisar como os cursos de formação inicial e continuada preparam os professores para lidar com as diferenças no processo de aprendizagem, evitando interpretações medicalizantes de comportamentos e dificuldades escolares. A pesquisa se justifica pela crescente tendência de associar fracassos escolares a diagnósticos clínicos, muitas vezes descontextualizados da realidade social e pedagógica das crianças. Metodologicamente, o trabalho baseia-se em revisão bibliográfica de autores que discutem a medicalização e a formação docente, destacando a necessidade de uma abordagem crítica que articule educação, saúde e políticas públicas. Os resultados apontam que a ausência de uma formação reflexiva e interdisciplinar leva o professor a recorrer a explicações biomédicas para compreender dificuldades de aprendizagem, reforçando estigmas e práticas excludentes. Conclui-se que a superação da medicalização exige o fortalecimento da identidade pedagógica do educador, a ampliação do diálogo entre as áreas do conhecimento e o compromisso ético com uma educação inclusiva, voltada para o reconhecimento das singularidades e potencialidades de cada criança.
Palavras-chave: Formação docente. Medicalização. Educação inclusiva. Diversidade.
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