La cámara y el campo
desplazamientos visuales en la Antropología
DOI:
https://doi.org/10.47456/simb.v13i2.51266Palabras clave:
etnografía, fotografía, antropología visual, multimodalidadResumen
Este artículo analiza los desplazamientos históricos y contemporáneos de la fotografía en el interior de la Etnografía, examinando el tránsito desde su uso como instrumento clasificatorio y probatorio hacia enfoques que la comprenden como una práctica situada, relacional y epistemológicamente activa. A partir de un panorama crítico de los usos de la imagen en la Antropología, el texto articula debates de la Antropología visual, de las metodologías colaborativas y de las transformaciones asociadas a la circulación digital de las imágenes, enfatizando la fotografía como gesto, forma de escucha y coautoría en el trabajo de campo. Al situar estas transformaciones en el contexto más amplio de la Etnografía multimodal, el artículo propone comprender la fotografía no como un recurso auxiliar, sino como un lenguaje que participa activamente en la construcción del campo y en la producción del conocimiento antropológico. De este modo, busca contribuir al debate sobre las reconfiguraciones epistemológicas de la Etnografía contemporánea y sobre los modos plurales de narrar e interpretar la experiencia etnográfica. Se trata de un ensayo teórico de carácter reflexivo, fundamentado en una revisión crítica de la literatura en el campo de la Antropología visual.
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