Integração e Complexidade

uma análise sistêmica da diferenciação sociológica

Autores

DOI:

https://doi.org/10.47456/simb.v13i2.54084

Palavras-chave:

sociologia (sistêmica) da Sociologia, inclusão/exclusão, semântica, diferenciação funcional

Resumo

Como é possível a Sociologia diante de sua crescente diferenciação interna? Orientado pela Teoria Geral dos Sistemas Sociais (TGSS) e pelo construtivismo cibernético de Heinz von Foerster, este artigo responde a essa questão ao observar a Sociologia enquanto uma forma de autodescrição da modernidade. Partindo da distinção entre sociedade e humanidade, examinam-se as encruzilhadas históricas e contemporâneas da disciplina: a transformação de problemas sociais em problemas sociológicos sob o atrator moderno do progresso; as assimetrias entre Norte e Sul, Centro e Periferia na produção de conhecimento; e o papel do código inclusão/exclusão, particularmente seus atravessamentos discriminatórios na auto-organização da ciência. Argumenta-se que a pluralização de perspectivas – incluindo as teorias decoloniais e os chamados “lugares de fala” – não leva à desintegração da Sociologia, mas ao aumento de sua complexidade interna, permitindo-lhe integrar-se como sistema mundial, lidando com um ambiente social cuja temporalização da complexidade é cada vez mais acelerada.

Biografia do Autor

  • Lidiane Rodrigues Domingues, Universidade de Brasília

    Doutora em Sociologia pela Universidade de Brasília (Brasil). Mestre e graduada em Ciências Sociais pela Universidade Federal de São Paulo (Brasil). Pesquisadora nas áreas de teoria social, teoria dos sistemas e cibernética. Artigo parte de pesquisa realizada com fomento do CNPq.

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Publicado

14-10-2026

Edição

Seção

Dossiê

Como Citar

Integração e Complexidade: uma análise sistêmica da diferenciação sociológica. (2026). Simbiótica. Revista Eletrônica, 13(2), 15-45. https://doi.org/10.47456/simb.v13i2.54084