Epistemic Racism and Philosophy Curricula

Challenges for Work with African Philosophies in Brazil

Authors

DOI:

https://doi.org/10.47456/sofia.v15i2.52816

Keywords:

epistemic racism, african philosophy, curriculum

Abstract

The paper discusses the challenges of integrating African and Indigenous philosophies into philosophy curricula in Brazil. The article argues that the reluctance to open curricular matrices to non-Western knowledge stems from persistent epistemic racism. Under the logic of denegation, a myth of curricular democracy is created, occasionally inserting themes or authors integrated into the European tradition to mask Western cognitive privilege. The paper analyzes the regulatory scenario, highlighting Resolution CNE/CP No. 4/2024 and the pressure from affirmative action policies for cognitive justice. It also points out the risks of epistemic extractivism – which domesticates traditional knowledge under Eurocentric categories – and “phallosophy,” which reproduces misogyny and renders women intellectuals invisible. As a counter-hegemonic methodological alternative, it proposes “grounded/enterreirado thinking,” inspired by the ethos of Candomblé communities, advocating for research based on ancestry, embodiment, and community commitment. Finally, it concludes that decolonization requires an organic structural transformation in core disciplines, rather than just creating isolated optional courses. 

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biography

  • Wanderson Flor do Nascimento, University of Brasília

    Professor Associado do Departamento de Filosofia da Universidade de Brasília. Dedica-se à pesquisa sobre filosofias africanas e sobre o ensino de filosofia. Membro do Núcleo de Estudos sobre Filosofias Africanas “Exu do Absurdo” (NEFA/UnB-CNPq) e do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação, Raça, Gênero e Sexualidades Audre Lorde - GEPERGES Audre Lorde (UFRPE/UnB-CNPq).

References

ANDRADE, Érico. Extrativismo epistêmico no Brasil. Argumentos: Revista de Filosofia, Fortaleza, ano 17, n. 2, jul./dez. 2025.

BATESON, Gregory. Mente e natureza. Rio de Janeiro: Francisco Alves Editora, 1986.

BRASIL. Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira”, e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 10 jan. 2003.

BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Brasília: MEC, 2004.

BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Lei 9.394/1996, alterada pela Lei Federal 11.645/2008. Brasil: Casa Civil, 2008.

BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CP nº 4, de 29 de maio de 2024. Dispõe sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial em Nível Superior de Profissionais do Magistério da Educação Escolar Básica. Brasília, DF: MEC, 2024.

CARNEIRO, Sueli. Dispositivo de Racialidade. A construção do Outro como não-ser como fundamento do ser. Rio de Janeiro: Zahar, 2023.

CHAUI. Marilena. Por que filosofia? 1ª ed. Rio de Janeiro: LTC, 2026.

FLOR DO NASCIMENTO, Wanderson. Enterreirando a investigação: sobre um ethos da pesquisa sobre subjetividades. Arquivos Brasileiros de Psicologia, Rio de Janeiro, v. 72, n. spe, p. 199-208, 2020.

GARRIDO, Míriam C. M. História que os livros didáticos contam depois do PNLD: história da África e dos afro-brasileiros por intermédio dos editais de convocação do PNLD (2007–2011). Revista História & Perspectivas, Uberlândia, v. 29, n. 54, p. 239–268, 2016.

GONZALEZ, Lélia. A categoria político-cultural de amefricanidade. Tempo Brasileiro, Rio de Janeiro, nº 92/93, p. 69-82, 1988.

GROSFOGUEL, Ramón. Del extractivismo económico al extractivismo epistémico y al extractivismo ontológico: Una forma destructiva de conocer, ser y estar en el mundo. Tabula Rasa, n. 24, p. 123-143, 2016.

HAGENGRUBER, Ruth. Cutting Through the Veil of Ignorance: Rewriting the History of Philosophy. The Monist: An International Quarterly Journal of General Philosophical Inquiry, Oxford, n. 98, p. 34-42, 2015.

HORN, Geraldo Balduíno. Filosofia, ensino e currículo: da legalidade à legitimidade. Revista do NESEF, Curitiba, v. 3, n. 3, p. 49-60, 2013.

LOANGO, Anny Ocoró. O racismo e a hegemonia do privilégio epistêmico. Rev. Filos., Aurora, Curitiba, v. 33, n. 59, p. 417-434, 2021.

MATOS DA ROCHA, Aline. A exclusão intelectual do pensamento negro. Pólemos, Brasília, v. 3, n. 5, p. 103-119, jul. 2014.

MUCHENJE, Francis. Cognitive Justice and Indigenous Knowledge Systems in the Postcolonial Classroom. In: SHIZHA, Edward; MAKUVAZA, Ngoni (Eds.). Re-thinking Postcolonial Education in Sub-Saharan Africa in the 21st Century. Rotterdam: SensePublishers. p. 69-83, 2017.

OYĚWÙMÍ, Oyèrónkẹ́. A invenção das mulheres: construindo um sentido africano para os discursos ocidentais de gênero. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2021.

PUGLIESE, Nastassja. A questão do cânone no ensino da história da filosofia. O que nos faz pensar, Rio de Janeiro, v. 28, n. 45, p. 402-413, 2019.

REIS, Diego dos Santos. Saberes encruzilhados: (de)colonialidade, racismo epistêmico e ensino de filosofia. Educar em Revista, Curitiba, v. 36, e75102, 2020.

SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo. Belo Horizonte: Autêntica, 2016.

SILVA, Vinícius Rodrigues Costa da; SILVA, Karine de Souza; RODRIGUES, Vitória Luíza Conceição; CASSIANO, Roberta Ribeiro. Dissecando o racismo epistêmico: afroperspectivizando o ensino de Filosofia. Ítaca, n. 36, p. 379-406, 2018.

SMITH, Justin E. H. The History of Philosophy as Past and Process. In: LAERKE, M.; SMITH, J. E. H.; SCHLIESSER, E. (Eds.). Philosophy and Its History: Aims and Methods in the Study of Early Modern Philosophy. Nova Iorque: Oxford University Press, p. 30-49, 2013.

THÉSÉE, Gina. Déconstruire la recherche en éducation en contextes de racialisation : Débusquer le racisme épistémologique. Canadian Journal of Education, v. 44, n. 1, p. 1-31, 2021.

TROUILLOT, Michel-Rolph. Silenciando o passado: poder e a produção da história. Curitiba: Huya, 2016.

Published

2026-11-01

Issue

Section

Opressões de Raça Gênero e Classe

How to Cite

FLOR DO NASCIMENTO, W. Epistemic Racism and Philosophy Curricula: Challenges for Work with African Philosophies in Brazil. Sofia, v. 15, n. 2, p. e15252816, 1 Nov.2026.