Phrónesis e euboulía na gênese fenomenológica da decisão em Heidegger (1924-1925)

Autores/as

  • Roberto S. Kahlmeyer-Mertens Universidade Estadual do Oeste do Paraná image/svg+xml , Professor Associado do Departamento de Filosofia da Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE https://orcid.org/0000-0002-8572-8302

DOI:

https://doi.org/10.47456/sofia.v15i2.54101

Palabras clave:

Heidegger, Platão: Sofista, phrónesis, euboulía, dóxa

Resumen

O artigo investiga a apropriação fenomenológica dos conceitos aristotélicos de phrónesis (sabedoria prática) e euboulía (boa deliberação) operada por Martin Heidegger na preleção didática Platão: Sofista (1924-1925). Afastando-se de leituras estritamente morais, formais ou exegéticas tradicionais, defende-se a tese de que a deliberação prática guiada pela sabedoria situacional não constitui um mero sistema rígido de normas abstratas, mas sim um descerramento que permite uma tomada de decisão contra a ambiguidade e o falatório impessoal promovidos pela opinião (dóxa). Por meio de uma reestruturação ontológica dos nexos entre o princípio (arkhé) e a finalidade da ação (télos), o jovem filósofo alemão prefigura o conceito existencial de decisão (Entschlossenheit), consolidando a linguagem prática como um contradiscurso requerido diante da finitude temporal da existência fática.

Biografía del autor/a

  • Roberto S. Kahlmeyer-Mertens, Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Professor Associado do Departamento de Filosofia da Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE
    Professor adjunto do Departamento de Filosofia da Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE. Doutor em Filosofia formado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ.

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Publicado

2026-09-24

Número

Sección

No horizonte da Ontologia fundamental de Ser e Tempo: os textos de Martin Heidegger de 1925

Cómo citar

KAHLMEYER-MERTENS, R. S. Phrónesis e euboulía na gênese fenomenológica da decisão em Heidegger (1924-1925). Sofia, v. 15, n. 2, p. e15254101, 24 sep.2026.