A função da catarse na experiência ético-estética

notas sobre a Poética de Aristóteles

Autori

DOI:

https://doi.org/10.47456/sofia.v15i2.52647

Parole chiave:

Aristóteles, tragedy, catharsis, mimesis

Abstract

Este artigo investiga o estatuto da tragédia na Poética de Aristóteles, tomando como eixo central a relação entre mimesis, ação e catarse enquanto fundamentos de uma experiência ético-estética. Parte-se da hipótese de que a tragédia aristotélica não se reduz à mera imitação do real, mas constitui uma forma privilegiada de representação da ação humana, capaz de suscitar no espectador processos de reconhecimento, elaboração afetiva possibilitando uma leitura de alcance ético-formativo. Inicialmente, examina-se a noção de mimesis articulada à centralidade do enredo e da ação trágica. Em seguida, analisa-se o conceito de catarse a partir de suas principais interpretações históricas, especialmente como purificação, expurgo e clarificação das emoções. Por fim, investiga-se a função formativa da experiência trágica, compreendendo a catarse não apenas como experiência estética, mas como possibilidade de reordenação das paixões e de constituição ética do espectador.

Biografie autore

  • Jaqueline Stefani, Universidade de Caxias do Sul

    Professora pesquisadora dos Programas de Pós-graduação em Filosofia e em Letras e Cultura da Universidade de Caxias do Sul.

  • Suzy Daniele dos Santos Menegat, Universidade de Caxias do Sul

    Mestranda em Filosofia pelo Programa de Pós-graduação em Filosofia da Universidade de Caxias do Sul.

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Pubblicato

2026-09-25

Come citare

STEFANI, J.; DOS SANTOS MENEGAT, S. D. A função da catarse na experiência ético-estética: notas sobre a Poética de Aristóteles. Sofia, v. 15, n. 2, p. e15252647, 25 set.2026.