O pessimismo é um psicologismo?
DOI:
https://doi.org/10.47456/sofia.v15i2.53319Parole chiave:
pessimismo, pessimismo filosófico, psicologismo, SchopenhauerAbstract
A recorrente associação entre pessimismo e disposições psicológicas de seus autores contribui diretamente para obscurecer os estatutos filosóficos do conceito. Este artigo investiga em que medida e por que o pessimismo filosófico, em especial o de Schopenhauer, pode ser considerado pouco suscetível à acusação de psicologismo. Para tanto, analisa duas formas recorrentes dessa acusação: a redução do pessimismo à biografia do filósofo e sua interpretação como expressão de contingências histórico-sociais. A partir de leituras de textos de Schopenhauer e de contribuições da epistemologia contemporânea, argumentamos que tais acusações confundem contexto de descoberta com contexto de justificação. Sustentamos, assim, que o pessimismo filosófico pode possuir fundamentos conceituais objetivos sem excluir a influência de motivos subjetivos, sendo ambos os planos complementares.
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