CONSERVADORISMO, BANCO MUNDIAL E SERVIÇO SOCIAL: O (NEO) DESENVOLVIMENTISMO E AS REFORMAS SOCIAIS
DOI:
https://doi.org/10.22422/temporalis.2018v18n35p244-264Resumo
Este artigo revela os resultados parciais de uma pesquisa documental que estuda a “nova” sociabilidade do capital e suas manifestações a partir dos anos 2000, tendo como norteador as estratégias de desenvolvimento no “combate à pobreza. O texto discute os processos potenciados pelas políticas neoliberais e (neo) desenvolvimentistas que resgatam o reformismo social e o conservadorismo edificando um pensamento único na contramão da construção do projeto ético político profissional. Trata, ainda, da investida do Banco Mundial como um interlocutor direto na ação política e econômica nos países de capitalismo dependente. Entende que a abordagem do conservadorismo se apresenta na ação política de direita já consolidado no passado e que não se apresenta como algo novo. Entende que é constitutiva da dinâmica do capital e do tratamento na relação entre a acumulação do capital e seus impactos na força viva de trabalho. Concluímos que a defesa das reformas sociais implica na roupagem mais humana do capitalismo e na retomada do conservadorismo na profissão. E que neste sentido, o Serviço Social enfrenta o desafio de aproximar-se dos movimentos sociais organizados no horizonte da organização da classe trabalhadora para a contra-ordem burguesa e a desnaturalização da “questão social”.
PALAVRAS-CHAVE
Pobreza. Reformas sociais. Conservadorismo. Banco Mundial. Serviço Social.
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