Modelos de Maturidade Logística: impactos no desempenho operacional e tendências para a cadeia de suprimentos digital

Palavras-chave:
Maturidade logística, modelos de maturidade, desempenho logístico, cadeia de suprimentos, transformação digital
Resumo

A maturidade logística representa o nível de evolução dos processos logísticos de uma organização, avaliado por modelos que classificam essa evolução em estágios, desde práticas iniciais até operações digitais e sustentáveis. Este estudo busca identificar e analisar os principais modelos de maturidade logística descritos na literatura recente e seus impactos no desempenho organizacional. Foi adotada a metodologia de revisão rápida da literatura, adequada para mapear temas emergentes com agilidade e rigor. A busca, realizada na base Scopus, utilizou critérios que priorizaram publicações entre 2022 e 2025 e incluíram estudos brasileiros relevantes. Foram inicialmente identificados 67 artigos, dos quais 13 atenderam aos critérios de inclusão. Os resultados indicam o uso de modelos como o Capability Maturity Model (CMM), Business Process Orientation (BPO), Digital Maturity Model (DMM) e modelos próprios, aplicados sob diferentes dimensões, como digitalização, sustentabilidade, integração e desempenho operacional. Conclui-se que esses modelos são ferramentas estratégicas para a melhoria contínua e apoio à tomada de decisões, especialmente em contextos com diferentes níveis de desenvolvimento tecnológico, e apontam oportunidades de adaptação às pequenas e médias empresas brasileiras.

Biografia do Autor
  1. Carlos Manuel Taboada Rodrigues, Universidade Federal de Santa Catarina

    Doutor em Engenharia Economica pela Technische Unversitat Dresden (1985) e graduado em Engenharia Industrial pela Universidad de La Habana (1970). Atua como Professor Titular credenciado no Programa de Pos Graduação em Engenharia de Produção da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), lecionando disciplinas de Logística e Cadeia de Suprimentos. Tem mais de 53 anos de experiência em docência, atuando também como professor visitante de várias universidades em Países latino-americanos e Europeus. É fundador do Laboratório de Desempenho Logístico (LDL), da UFSC e Socio Fundador do Instituto de Desempenho Logístico (INDELOG). Coordenador geral do Programa Catarinense de Logística Empresarial (PROCALOG). Seus temas de pesquisa envolvem: Maturidade Logística, Produção, Avaliação de Desempenho Logístico, Sustentabilidade Logística e da Cadeia de Suprimentos, e Logística no ambiente da Indústria 4.0. http://lattes.cnpq.br/5905893327298080 https://orcid.org/0000-0003-2328-378X

  2. Henrique Costa Gomes, Universidade Estadual de Maringá

    Engenheiro de Produção pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), onde atuou em projetos acadêmicos e de pesquisa. Mestre em Engenharia de Produção, com bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), desenvolvendo estudos voltados à prevenção de acidentes de trabalho e à análise da subnotificação na Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), com ênfase em modelagem estatística e apoio à tomada de decisão. Atualmente, é doutorando em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Campus Recife. Atua como professor-mediador na Unicesumar e colabora com a Itaipu Binacional em pesquisas aplicadas sobre custos da não-segurança cibernética e impactos organizacionais. Possui MBA em Gestão de Projetos e Metodologias Ágeis, com experiência em simulação, otimização e métodos de decisão multicritério. Suas linhas de pesquisa concentram-se em Saúde e Segurança no Trabalho, Cadeias de Suprimentos, Análise de Riscos e Engenharia de Produção 4.0. http://lattes.cnpq.br/9490785240507657 https://orcid.org/0009-0005-2617-0942

  3. Gislayne de Souza de Lima, Universidade Federal de São Carlos

    Professora Substituta vinculada ao DEP - Departamento de Engenharia de Produção da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção (PPGEP) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Mestre em Engenharia de Produção pelo Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção (PGP) da Universidade Estadual de Maringá (UEM), com foco em Gerência da Produção e Apoio à Tomada de Decisão em Operações. Graduada em Engenharia de Produção pelo Centro Universitário Integrado de Campo Mourão. Atuou nas áreas de produção, controle de estoque e gestão da qualidade. Participou da Empresa Júnior PROMAX e voluntária no Núcleo de Projetos e Pesquisas em Engenharia de Produção (NUPREEP). http://lattes.cnpq.br/8401114172037748 https://orcid.org/0000-0002-0196-4376

  4. Mario Vinicio Garcia, Universidade Estadual de Maringá

    Graduado em Engenharia Civil (2020) pelo Centro Universitário FEITEP, com especializações em Engenharia de Segurança do Trabalho (2024) pela mesma instituição, em Gerenciamento de Projetos para Engenheiros (2024) pelo Centro Universitário Cidade Verde UNICV e MBA em Sustentabilidade (2025) pela Educa Minas. Mestrando em Engenharia de Produção pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), com pesquisas voltadas à ergonomia, sustentabilidade e comunicação científica no meio acadêmico. Atua como engenheiro autônomo na área de construção civil, com experiência em projetos arquitetônicos, elétricos e hidráulicos, além de obras de pavimentação, drenagem, topografia, orçamentos e construções verticais (prédios e residências). Possui vivência profissional em diferentes segmentos, incluindo órgãos públicos, imobiliárias, setor de comunicação visual e obras hospitalares. É autor de diversos trabalhos apresentados em congressos e simpósios nacionais, abordando temas como segurança do trabalho, planejamento estratégico, sustentabilidade e patologias em pavimentos. Tem domínio de ferramentas como AutoCAD e Revit, além de formação técnica em pedreiro de edificações. Atua com foco em inovação, sustentabilidade e gestão eficiente de projetos, alinhando conhecimento técnico à responsabilidade social e ambiental. http://lattes.cnpq.br/4162336053607154 https://orcid.org/0009-0007-6481-0562

  5. Fernando César Zanco, Universidade Federal de Santa Catarina

    Engenheiro Ambiental e Engenheiro Civil, possui pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho, pós-graduação em Responsabilidade Social e Sustentabilidade, pós-graduação em Higiene Ocupacional, pós-graduação em Gestão Ambiental de Empresas, Pós-Graduação em Gestão de Pessoas, MBA em Gestão da Qualidade, MBA em Gestão de Projetos. http://lattes.cnpq.br/2443028143997563 

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Cover Image
A imagem apresenta um aperto de mãos entre dois profissionais em um ambiente de armazenagem e logística, tendo ao fundo prateleiras industriais desfocadas que remetem a um centro de distribuição ou armazém. A composição visual simboliza cooperação, integração entre parceiros da cadeia de suprimentos, confiança organizacional e alinhamento estratégico para o desempenho operacional. O cenário representa conceitos relacionados à maturidade logística, transformação digital e evolução das práticas de gestão na cadeia de suprimentos, destacando a importância da colaboração entre diferentes atores para o aumento da eficiência e da competitividade. Na parte superior encontra-se o título do artigo “Modelos de Maturidade Logística: impactos no desempenho operacional e tendências para a cadeia de suprimentos digital”, seguido dos autores Garcia, M. V., Lima, G. de S. de, Gomes, H. C., Rodrigues, C. M. T., e Zanco, F. C. (2026). Na parte inferior aparecem os logotipos das instituições parceiras, a identificação da Brazilian Journal of Production Engineering e o ISSN da revista.
Publicado
11.06.2026
Seção
Inovação, Sustentabilidade e Empreendedorismo: Caminhos para a Transformação da Engenharia de Produção
Licença

Direitos autorais (c) 2026 Zanco, F. C., Garcia, M. V., Gomes, H. C., & Rodrigues, C. M. T.

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Como Citar

Rodrigues, C. M. T., Gomes, H. C., Lima, G. de S. de, Garcia, M. V., & Zanco, F. C. (2026). Modelos de Maturidade Logística: impactos no desempenho operacional e tendências para a cadeia de suprimentos digital. Brazilian Journal of Production Engineering, 12(5), 91-104. https://doi.org/10.47456/bjpe.v12i5.52883