O Diabo Coxo e a fundação da imprensa ilustrada em São Paulo

Autores

  • Danilo Aparecido Champan Rocha Universidade Estadual de Maringá - Discente do Programa de Pós-Graduação em História
  • Sandra de Cássia Araújo Pelegrini Universidade Estadual de Maringá - Docente do Departamento de História

Resumo

Neste artigo, buscamos descrever a formação da imprensa no Brasil Oitocentista e, especificamente, observar o impacto das pautas jornalísticas a partir do uso de imagens. A Impressão Régia, criada em 1808 no Brasil Colônia, marcou o início da imprensa e da circulação de periódicos na América Portuguesa. Após a emancipação, na década de 1830, o aumento do número de leitores, a diversificação da temática discutida nos periódicos e a modernização das técnicas de impressão permitiram o surgimento da imprensa ilustrada, obra caracterizada pela incorporação de imagens em seus números, decorrente da combinação do método tipográfico e litográfico. Em São Paulo, Angelo Agostini fundou o Diabo Coxo em 1864, juntamente com Luiz Gama, revista considerada a primeira publicação ilustrada da província. Dessa forma, as caricaturas difundidas assinalaram a nova forma de narrar os fatos significativos em uma sociedade majoritariamente analfabeta.

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Biografia do Autor

Danilo Aparecido Champan Rocha, Universidade Estadual de Maringá - Discente do Programa de Pós-Graduação em História

Graduado em História, UEM (2015); Mestre em História, UEM (2017); Doutorando em História, UEM (2017-Atual); Participa do Centro de Estudos das Artes e do Patrimônio Cultural (CEAPAC/UEM). Atua principalmente nos seguintes temas: Imprensa Ilustrada; Brasil Império; Angelo Agostini.

Sandra de Cássia Araújo Pelegrini, Universidade Estadual de Maringá - Docente do Departamento de História

Mestre em História e Sociedade, UNESP (1993); Doutora em História Social, USP (2000);Pós-Doutrora em Patrimônio Cultura, UNICAMP (2007).Coordena o Museu Bacia do Paraná (MBP), o Centro de Estudos das Artes e do Patrimônio Cultural (CEAPAC/UEM), o PARFOR-História/UEM e o Programa de Memórias da UEM (PRO-CMU). Como docente do Departamento de História, da Universidade Estadual de Maringá (UEM) atua desde 1991 no ensino de graduação em História, Arquitetura e Urbanismo, Artes Visuais; e nos de pós-graduação em História Mestrado (2000) e Doutorado (2015). Atua na linha de pesquisa"Cultura e Narrativas", como tal investiga as articulações entre memórias/identidades, história/patrimônio cultural, artes e museus.

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Publicado

2021-02-03

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Artigos