Artur Barrio e a visualidade da violência

da (im) possibilidade da memória do autoritarismo no Brasil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.47456/dim.v53i2.45024

Palavras-chave:

Artur Barrio, ditadura civil-militar, memória

Resumo

O artigo analisa o trabalho Situações TT1 do artista visual Artur Barrio (1945-atual), realizado no ano de 1970 em Belo Horizonte (MG), durante o auge da violência da ditadura civil-militar no Brasil (1964-1985). A revista dos materiais imagéticos produzidos a partir da obra do artista, sob o prisma das discussões da memória, evidencia os aspectos que representam as implicações das políticas de esquecimento na história recente, além da contribuição da arte para pôr em questão os discursos oficiais e o empenho na produção da memória coletiva.

Biografia do Autor

  • Cristiane Fátima Lawall, Universidade Feevale

    Doutoranda e Mestre em Processos e Manifestações Culturais pela Universidade Feevale (2023)- Pós graduação Metodologias do Ensino de Artes em Centro Universitário Faveni. Licenciada em Artes Visuais pela mesma Universidade (2020). Especialização em Laboratório de Vulnerabilidades Risco e Sociedade em Universidade Feevale.

  • Alan Crhistian Quadros Alvão, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

    Doutorando em Educação em Ciências pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Mestre em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Licenciado em Ciências Naturais pela Universidade Federal do Pará. Professor de Ciências da Secretaria de Educação de Taquari, Prefeitura Municipal de Taquari/RS.

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Publicado

02-03-2026