“Où est le probléme? Où est la frontiére?”
Contestações anticoloniais e antiimperialistas em videoclipes da periferia do capitalismo
DOI:
https://doi.org/10.47456/dim.v54i2.48711Palavras-chave:
Videoclipes, Anticolonialismo, FronteirasResumo
Este artigo discute possibilidades para expressões anticoloniais em videoclipes de música, centralizando discussões de raça, classe e gênero numa perspectiva global e transdisciplinar, apontando para dissidências narrativas e seus usos. As artistas escolhidas para a investigação são a cantora M.I.A. (Sri Lanka/Reino Unido) e Ana Tijoux (Chile), cujas obras refletem a temporalidade e espacialidade do século XXI, marcadas pela cultura digital e circulação cultural em redes. A análise prioriza a compreensão de elementos artísticos e comunicativos nos videoclipes, articulando-os a uma abordagem histórica anticolonial. Essa perspectiva confronta questões não resolvidas do presente, entendendo o colonialismo como estrutura viva que sustenta o capitalismo. O referencial teórico inclui as ideias de Aimé Césaire, Beatriz Nascimento, bell hooks, Frantz Fanon, Thiago Soares e Sandro Mezzadra.
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