“Où est le probléme? Où est la frontiére?”

Contestações anticoloniais e antiimperialistas em videoclipes da periferia do capitalismo

Autores

DOI:

https://doi.org/10.47456/dim.v54i2.48711

Palavras-chave:

Videoclipes, Anticolonialismo, Fronteiras

Resumo

Este artigo discute possibilidades para expressões anticoloniais em videoclipes de música, centralizando discussões de raça, classe e gênero numa perspectiva global e transdisciplinar, apontando para dissidências narrativas e seus usos. As artistas escolhidas para a investigação são a cantora M.I.A. (Sri Lanka/Reino Unido) e Ana Tijoux (Chile), cujas obras refletem a temporalidade e espacialidade do século XXI, marcadas pela cultura digital e circulação cultural em redes. A análise prioriza a compreensão de elementos artísticos e comunicativos nos videoclipes, articulando-os a uma abordagem histórica anticolonial. Essa perspectiva confronta questões não resolvidas do presente, entendendo o colonialismo como estrutura viva que sustenta o capitalismo. O referencial teórico inclui as ideias de Aimé Césaire, Beatriz Nascimento, bell hooks, Frantz Fanon, Thiago Soares e Sandro Mezzadra.

Biografia do Autor

  • Beatriz Greenhalgh de Melo Braun, mestra em Ensino de História pela Universidade Federal do Ceará (UFC)/ProfHistória (2024)

    Mestra em Mestrado Profissional em Ensino de História pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Especialista em História do Brasil pela Universidade Vale do Acaraú (UVA) - Instituto Dom José (IDJ) (2021.1).Graduada em História Licenciatura pela Universidade Federal do Ceará (2021.1). Graduada em História Bacharelado pela Universidade Federal do Ceará (2019.1). Tem experiência na área de História do Brasil, com ênfase em História Contemporânea, História Social da Música e do Audiovisual no Brasil, Relações étnico-raciais e Ensino de História. Atualmente é professora de História em uma instituição privada de Fortaleza. Desde agosto de 2024, participa do Grupo de Estudos Ecos ~ Mundo, vinculado ao Laboratório de Estudos da Conflitualidade e Violência (COVIO) e ao Programa de Pós-graduação em Sociologia da Universidade Estadual do Ceará (PPGS/UECE).

  • Edmilson Alves Maia Júnior , professor doutor pela Universidade Estadual do Ceará (UECE)

    Parte do Corpo Docente do Mestrado Profissional em Ensino de História da Universidade Federal do Ceará desde 2020. Professor do programa de Pós-Graduação da Universidade Estadual do Ceará situado na Faculdade de Educação, Ciências e Letras do Sertão Central (FECLESC) na cidade de Quixadá.

Referências

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AUTOR. Removido para avaliação cega. 2024.

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Publicado

02-03-2026

Edição

Seção

Dossiê v.53, nº2 - Migração, (I)mobilidade, Transnacionalismos: A virada digital