A natureza das cidades: a abrangência e os limites da teoria urbana/ THE NATURE OF CITIES: The Scope and Limits of Urban Theory

Autores

  • Allen J Scott Department of Geography and Environment, London School of Economics, UK
  • Michael Storper Department of Geography, University of California at Los Angeles, USA

DOI:

https://doi.org/10.7147/GEO27.21999

Resumo

Há um crescente debate nas últimas décadas sobre o alcance e a substância da teoria urbana. O debate tem sido marcado por muitas afirmações diferentes sobre a natureza das cidades, incluindo declarações de que o urbano é um conceito incoerente, que a sociedade urbana é nada menos do que a sociedade moderna como um todo, que a escala urbana não pode mais ser separada da escala global, e que a teoria urbana até então tem sido profundamente viciada por sua concentração quase exclusiva nas cidades do Norte global. Este artigo fornece alguns pontos de esclarecimento às afirmações como estas. Todas as cidades podem ser entendidas em termos de um quadro teórico que combina dois processos principais, a saber, a dinâmica de aglomeração/polarização e o desdobramento de um nexo associado de localização, usos da terra e de interações humanas. Este mesmo quadro pode ser usado para identificar uma grande variedade de cidades e para distinguir os fenômenos intrinsecamente urbanos do resto da realidade social. A discussão, assim, identifica as dimensões comuns de todas as cidades sem, por um lado, exagerar a abrangência da teoria urbana, ou, por outro lado, sem afirmar que cada cidade individual é um caso especial irredutível.

Palavras-chave: urbanização, nexo da terra urbana, teoria urbana, história urbana, economia urbana, aglomeração.

 

ABSTRACT

There has been a growing debate in recent decades about the range and substance of urban theory. The debate has been marked by many different claims about the nature of cities, including declarations that the urban is an incoherent concept, that urban society is nothing less than modern society as a whole, that the urban scale can no longer be separated from the global scale, and that urban theory hitherto has been deeply vitiated by its almost exclusive concentration on the cities of the global North. This article offers some points of clarification of claims like these. All cities can be understood in terms of a theoretical framework that combines two main processes, namely, the dynamics of agglomeration/polarization, and the unfolding of an associated nexus of locations, land uses and human interactions. This same framework can be used to identify many different varieties of cities, and to distinguish intrinsically urban phenomena from the rest of social reality. The discussion thus identifies the common dimensions of all cities without, on the one hand, exaggerating the scope of urban theory, or on the other hand, asserting that every individual city is an irreducible special case.

Keywords: urbanization, urban land nexus, urban theory, urban history, urban economy, agglomeration.




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Publicado

2018-11-28

Como Citar

J SCOTT, A.; STORPER, M. A natureza das cidades: a abrangência e os limites da teoria urbana/ THE NATURE OF CITIES: The Scope and Limits of Urban Theory. Geografares, [S. l.], n. 27, p. 5–29, 2018. DOI: 10.7147/GEO27.21999. Disponível em: https://periodicos.ufes.br/geografares/article/view/21999. Acesso em: 13 maio. 2021.

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