Monocausalidade e teoria da crise: uma resposta a David Harvey

Autores

  • Michael Roberts Universidade Federal do Espirito Santo

DOI:

https://doi.org/10.7147/GEO28.24382

Resumo

Michael Roberts oferece uma crítica abrangente a Harvey e argumenta que Marx nunca abandonou a lei da queda tendencial da taxa de lucro como uma explicação relevante para as crises. Ele nunca voltou à teoria simplesmente porque estava satisfeito com ela. Ao invés de desenvolver a teoria, tentou descobrir como usá-la para explicar a natureza cíclica do capitalismo bem como sua natureza transitória. Roberts defende que os pressupostos da lei são realistas e podem ser reduzidos a apenas dois: que a força de trabalho é a única fonte de valor e que a acumulação de capital leva ao aumento da composição orgânica do capital. O autor se opõe à visão de que cada crise tenha uma origem diferente e “conjuntural”. A natureza recorrente das crises capitalistas implica que tenham uma causa comum.


ABSTRACT

Michael Roberts offers a comprehensive critique of Harvey and argues that Marx never abandoned the TRPF as a relevant explanation of crises. He never went back to the theory in his later years simply because he was satisfied with it. Rather than developing the theory he tried to figure out how to use it to explain the cyclical nature of capitalism as well as its transitory nature. Roberts contends that Marx’s assumptions for the TRPF are realistic and can be reduced to just two: labor power is the only source of value, and capital accumulation leads the organic composition of capital to rise. He argues against the view that each crisis has a different or ‘conjunctural’ origin. The recurrent nature of capitalist crises implies that they must have a common cause.

 

Tradução: Cássio Arruda Boechat (cassio.boechat@ufes.br)


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Publicado

2019-04-25

Como Citar

ROBERTS, M. Monocausalidade e teoria da crise: uma resposta a David Harvey. Geografares, [S. l.], n. 28, p. 36–54, 2019. DOI: 10.7147/GEO28.24382. Disponível em: https://periodicos.ufes.br/geografares/article/view/24382. Acesso em: 10 maio. 2021.

Edição

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