La production de l’espace social chez Lefebvre : une critique “socionaturelle”
DOI :
https://doi.org/10.47456/geo.v5i41.51129Mots-clés :
Henri Lefebvre, production de l'espace, natureRésumé
S’appuyant sur les travaux du penseur français Henri Lefebvre, notamment « La production de l’espace », cet article montre que, dans sa tentative d’élaborer une théorie unitaire de l’espace, les notions d’« écologie » et d’« environnement » sont réfutées. Ses écrits sont dominés par la division entre nature et société, la bipartition de la nature, la conception primordiale de la nature comme « matière première », le collage socio-humain et l’idée d’un monde urbain unique. Dans une vision anthropocentrique, l’option hégémonique est celle du « développement des forces productives » comme voie vers un « autre mode de production », tout en reconnaissant la nature subordonnée des « risques », des « menaces », voire de la « destruction de l’homme ». Face à ces conceptions, une autre possibilité consiste à repenser la Terre au sein d’un monde de mondes.
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