Educação católica versus educação de Estado: a crítica do catolicismo ao modelo de educação prussiano

Autores/as

Resumen

No século XVII, a Prússia implementou um modelo de escolarização baseado em financiamento público-estatal, controle escolar por agentes do Estado e estabelecimento de conteúdo de aprendizagem centrado nos interesses deste, permitindo a implementação da escolarização obrigatória materializada legalmente em matrícula e frequência obrigatória de crianças em “idade escolar”. Atrelado a uma “razão de Estado”, o modelo escolar prussiano predominou na conformação dos Estados nacionais ao longo do século XIX, período no qual, discussões acerca da laicização das instituições públicas - dentre elas a escola - tomavam força. Crente na impossibilidade de educar sem a religião, a Igreja Católica tornou-se forte opositora a esse modelo no Brasil em fins do Império. Objetivando compreender os pontos nodais de tal oposição, concentramo-nos na análise de fontes documentais da Igreja e para o pensamento católico que avançam aos primeiros anos republicanos, situando o rompimento oficial entre Estado e Igreja.

Biografía del autor/a

  • Marco Aurélio Corrêa Martins, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO

    Professor Adjunto da UNIRIO

    Mestre e Doutor em Educação

    Licenciado em Pedagogia

    Licenciado e Bacharel em Filosofia

  • Eveline Viterbo Gomes, Mestranda em Educação Universidade do Estado do Rio de Janeiro
    Mestranda no ProPEd-Uerj, linha de pesquisa "Instituições, Práticas Educativas e História", e graduanda em Pedagogia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO. Possui especializações nas áreas de Educação a Distância (SENAC-RJ) e História do Brasil (UCAM). Graduou-se em História na Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ-FFP. Atua como professora de História nas redes Estadual do Rio de Janeiro e Municipal do Rio de Janeiro.

Publicado

2017-12-01

Número

Sección

Artigos