História em quadrinho (HQ) e fanzine
Produção de signos de aprendizagem por meio da retextualização
DOI:
https://doi.org/10.47456/qkpvya06Palabras clave:
Signos de aprendizagem; Multimodalidade; Retextualização; História em Quadrinho; Fanzine.Resumen
Este texto traz um recorte do trabalho realizado com o uso da retextualização como instrumento para produção de signos de aprendizagem no contexto escolar por meio dos gêneros multimodais histórias em quadrinhos (HQ) e fanzines. A proposta surgiu da necessidade de ampliar as práticas de letramento multimodal na escola, valorizando produções que articulem o texto verbal, imagem, diagramação e recursos gráficos diversos aos recursos semióticos. O objetivo principal foi pesquisar o gênero HQ como um conjunto multimodal e o trabalho de retextualização em fanzines para a construção de signo de aprendizagem. O quadro teórico-metodológico fundamenta-se nos conceitos de linguagem, mediação e signo conforme a Teoria Histórico-Cultural de Vigotski (2005, 2007) e de Bakhtin/Volochinov (2021). Dialoga, ainda, com os estudos da multimodalidade proposto por Kress e van Leeuwen (2006), com a discussão sobre retextualização apresentada por Dell’Isola (2007), bem como com os estudos sobre histórias em quadrinhos, de acordo com Vergueiro (2020). Por fim, mobilizou reflexões acerca dos fanzines, à luz das abordagens de Magalhães (2013) e Andraus (2013). A metodologia configurou-se na abordagem qualitativa, com procedimentos de análise de produções textuais dos alunos e registros de observação da oficina de leitura de HQs e de retextualização de fanzine em sala de aula. Os resultados esperados indicaram que a proposta contribuiu para ampliação do repertório semiótico dos estudantes, estimulando a leitura crítica de diferentes gêneros e promovendo a autoria, a criatividade e a produção de signos de aprendizagem.
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