The rhetoric in Laclau: perspective and tensions

Authors

  • Javier Balsa

DOI:

https://doi.org/10.47456/simbitica.v6i2.28440

Abstract

Este artigo analisa o papel central que Ernesto Laclau atribui à retórica em sua teoria da hegemonia. Além disso, são considerados certos problemas que derivam da concepção de linguagem em Laclau e de sua ideia de “retoricidade total” que impedem a análise crítica do uso de figuras retóricas e alguma limitação para pensar a agentividade dos sujeitos, em particular em seu papel de retor. Finalmente, postulamos a necessidade de pensar em graus de retoricidade e no reconhecimento de uma certa base de significações sedimentadas, que permitiriam a crítica, sem exigir a literalidade de uma linguagem “objetiva”, nem implicar a busca de uma sutura impossível.

 

Abstract

This paper analyzes the central role that Ernesto Laclau gives to rhetoric within his theory of hegemony. In addition, certain problems that have been derived from the conception of language in Laclau and from his idea of “total rhetoricity” are considered. These problems constrain the critical analysis of the use of rhetorical figures and some limitation to think about the agentivity of the subjects, particularly in their role of retor. Finally, we postulate the need to think about degrees of rhetoric and the recognition of a certain base of sedimented meanings, that would allow criticism, without demanding the literality of an “objective” language, nor imply the search for an impossible suture.

Keywords: Laclau; Rhetoric; Hegemony; Critic.

Palavras chaves: Laclau; Retórica; Hegemonia; Crítica.

 

Resumem

Este trabajo analiza el papel central que Ernesto Laclau otorga a la retórica dentro de su teoría de la hegemonía. Además, se consideran ciertos problemas que se han derivado de la concepción del lenguaje en Laclau y de su idea de “retoricidad total” que impiden el análisis crítico del uso de las figuras retóricas y cierta limitación para pensar la agentividad de los sujetos, en particular en su papel de retor. Finalmente, postulamos la necesidad de pensar en grados de retoricidad y en el reconocimiento de cierta base de significaciones sedimentadas, que permitirían la crítica, sin exigir la literalidad de un lenguaje “objetivo”, ni implicar la búsqueda de una sutura imposible.

Palabras claves: Laclau; Retórica; Hegemonía; Crítica.

Author Biography

  • Javier Balsa

    Director del Instituto de Economía y Sociedad en la Argentina Contemporánea, Universidad Nacional de Quilmes. Investigador independiente del CONICET. E-mail: jjbalsa@unq.edu.ar

References

BARROCO, M.L.S.; TERRA, S.H. Código de Ética do Assistente Social comentado. Conselho Federal de Serviço Social (Org.). São Paulo: Cortez, 2012.

BEHRING, R.E. Brasil em contrarreforma: desestruturação do Estado e perda de direitos. 2 ed. São Paulo: Cortez, 2008.

CHESNAIS, F. (Org.). A finança mundializada: raízes sociais e políticas, configuração, consequências. Tradução de Rosa Maria Marques e Paulo Nakatani. São Paulo: Boitempo, 2005, p. 35-67.

FILHO, R. S. Apontamentos sobre o materialismo dialético. In: Libertas, v.2, n.2, jul/dez 2002- v.3, n. 1 e 2, jan/dez 2003, Juiz de Fora: UFJF, 2003, p. 115-130.

GUERRA, Y. A. D. A dimensão investigativa no exercício profissional. In: Serviço Social: direitos sociais e competências profissionais. Brasília: CFESS/ABEPS, 2009, p. 701-717.

HARVEY, D. A condição pós-moderna. São Paulo, Loyola, 1993.

HELLER, A. O cotidiano e a história. Tradução de Carlos Nelson Coutinho e Leandro Konder. 8. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2008.

IAMAMOTO, M. V. Serviço Social em tempo de capital fetiche: capital financeiro, trabalho e questão social. 3.ed. São Paulo: Cortez, 2008.

______. Proposta de Interpretação Histórico-Metodológica (Parte I). In: IAMAMOTO, M.V.; CARVALHO, R. Relações Sociais e Serviço Social no Brasil: esboço de uma interpretação histórico-metodológica. 17. ed. São Paulo: Cortez, 2005.

IASI, Mauro Luis. As metamorfoses da consciência de classe. O PT entre a negação e o consentimento. 2.ed. São Paulo: Expressão Popular, 2012.

______. Ensaios sobre consciência e emancipação. 2.ed. São Paulo: Expressão Popular, 2011.

KOSIK, K. Dialética do concreto. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 3ª ed., 1976.

LUKÁCS, GEORG. O particular à luz do materialismo dialético. In: Introdução a uma estética marxista: sobre a categoria da particularidade. Tradução de Carlos Nelson Coutinho e Leandro Konder. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 1978, p. 73 – 122.

MANDEL, E. A crise do capital. São Paulo-Campinas, Ensaio-Unicamp, 1990.

MARX, K. O Capital: crítica da economia política. Livro I. O processo de produção do capital. Trad. Rubens Enderle. São Paulo: Boitempo, 2013.

______. A questão judaica. In.: Manuscritos Econômicos Filosóficos. Trad. Alex Matins.

Coleção A obra-prima de cada autor. São Paulo: Martin Claret, 2005, p.13-37.

______. Manuscritos Econômicos-Filosóficos. Trad. Jesus Ranieri. São Paulo: Boitempo, 2004.

MÉSZÁROS, I. A crise estrutural do capital. Tradução Francisco Raul Cornejo. São Paulo: Boitempo, 2009, p. 17-46.

MINAYO, Maria Cecília de Souza. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. São Paulo: Hucitec, 1993.

MOLJO, C. B; MENDES, D. L. P. Supervisão de estágio e pesquisa em Serviço Social: o desvendar da realidade como eixo crítico-formativo. In: Cláudia Mônica dos Santos; Alzira Maria Baptista Lewgoy; Maria Helena Elpidio Abreu. (Org.). A Supervisão de Estágio em Serviço Social: aprendizados, processos e desafios. 1ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2016, p. 267-286.

NETTO, J. P. Capitalismo Monopolista e Serviço Social. 8ª ed. São Paulo: Cortez, 2011.

______. Introdução ao método da teoria social. In: CFESS/ABEPSS. Serviço Social: direitos sociais e competências profissionais. Brasília-DF, 2009.

______. Ditadura e Serviço Social: uma análise do Serviço Social no Brasil pós-1964. 12ª ed. São Paulo: Cortez, 2008.

______. Cinco notas a propósito da questão social. Temporalis. Brasília: ABEPSS/Grafine, ano II, n.3, p. 41-49, Jan/Jun 2001.

______. Para a crítica da vida cotidiana. In: NETTO, J. P.; Falcão, M. C. Cotidiano: conhecimento e crítica. São Paulo: Cortez, 1987.

______. Capitalismo e Reificação. São Paulo: Livraria Editora Ciências Humanas, 1981.

NETTO, J. P.; BRAZ, M. Economia política: uma introdução crítica. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2007 (Biblioteca básica do Serviço Social; v.1).

SANTOS, C. M. A dimensão técnico-operativa e os instrumentos e técnicas no Serviço Social. In: Revista Conexão Geraes, nº 3, ano 2. CRESS-MG: Belo Horizonte, 2º semestre de 2013.

______. As dimensões da prática profissional do Serviço Social. In: Libertas, v.2, n.2, jul/dez 2002- v.3, n. 1 e 2, jan/dez 2003, Juiz de Fora: UFJF, 2003, p. 23-42.

SANTOS, C. M.; BACKX, S.; SOUZA FILHO, R. A dimensão técnico-operativa do Serviço Social: questões para reflexão. In: SANTOS, C. M.; BACKX, S.; GUERRA, Y. (Org). A dimensão técnico-operativa no Serviço Social: desafios contemporâneos. Juiz de Fora: Editora UFJF, 2012, p. 15-38.

YAZBEK, M. C. O significado sócio-histórico da profissão. In: Serviço Social: direitos sociais e competências profissionais. Brasília: CFESS/ABEPS, 2009, p. 125-141.

Downloads

Published

31-12-2019

Issue

Section

Dossiê

How to Cite

The rhetoric in Laclau: perspective and tensions. (2019). Simbiótica. Revista Eletrônica, 6(2), 51-73. https://doi.org/10.47456/simbitica.v6i2.28440