Sobre a Revista

Argumentum foi uma publicação semestral de 2009 a 2015, passando a quadrimestralidade a partir de 2016. É vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Política Social da Universidade Federal do Espírito Santo. Classificada como A1, pelo Qualis Periódicos. De natureza acadêmica, possui caráter interdisciplinar e propõe-se a publicar pesquisas, artigos e discussões nos eixos Política social, Estado e Sociedade e suas diversas interações. Também abre espaços a outros trabalhos de relevância para a temática, segundo as Políticas de Seção.

A missão da revista é Ser um periódico de excelência na área de Serviço Social por meio da publicação de pesquisas, artigos e discussões nos eixos Política social, Estado e Sociedade e suas diversas interações.

Notícias

Submissões de artigos para os próximos números da revista Argumentum

2020-09-28

Lançamento das chamadas para os próximos números da revista Argumentum no ano de 2021

Chamada para artigos V.13, N.01, 2021

Tema: Os impactos da pandemia COVID 19 sobre as políticas sociais

Ementa: O avanço da pandemia COVID 19, em todo o mundo, amplia as consequências da prolongada crise capitalista iniciada em 2008 sobre as parcelas mais vulneráveis da classe trabalhadora (os trabalhadores informais, com menor escolarização e baixa remuneração), na medida em que o enfrentamento à pandemia provocou uma queda no consumo e nas atividades econômicas. As consequências mais imediatas foram o aumento do desemprego e da precarização do trabalho, aumentando o número de pessoas em situação de pobreza e miséria, além do aumento das dificuldades no funcionamento dos sistemas públicos de previdência social, saúde, assistência social e educação. A questão que se coloca neste contexto refere-se a como os Estados tem respondido e responderão, no mundo inteiro, a este aumento, quais medidas e políticas sociais serão acionadas e como funcionarão, colocando para os estudiosos o desafio de compreender tais respostas em um contexto de recessão prolongada e no qual a destruição das intervenções sociais do Estado constitui a tendência dominante.

Recebimento de submissões: De 01 a 31 de outubro

Lançamento: Jan./abril de 2021

Chamada para artigos V.13, N.02, 2021

Tema: A ascensão da extrema direita e as consequências para as democracias

Ementa: O recrudescimento da crise capitalista após 2008 e o consequente aumento do  desemprego e da pobreza, criou as condições para a emergência de grandes contestações juvenis e dos chamados movimentos identitários, que reivindicavam um mundo mais plural e democrático, aprofundando a crítica a tradicional forma de funcionamento das democracias capitalistas (democracias liberais restritas à representação eleitoral). Tais movimentos provocaram uma reação da burguesia e a emergência de uma extrema direita competitiva eleitoralmente e para quem a própria democracia em sua versão liberal minimalista constitui uma ameaça. Uma ameaça à ordem econômica, aos seus valores (a família, o mérito, a hierarquia) e a suas posições na sociedade e no Estado. A ascensão da extrema direita constitui mais um movimento, que começou com o avanço da hegemonia neoliberal, no sentido da completa destruição das conquistas civilizatórias e democráticas do pós-segunda guerra mundial e a erosão da própria democracia pode não ser somente mais um momento desse processo. Esta chamada pretende receber contribuições que tratem os diferentes aspectos dessa realidade.  

Recebimento de submissões: De 01 de novembro, 2020 a 31 de janeiro, 2021

Lançamento: maio./agosto de 2021

 

Chamada para artigos V.13, N.03, 2021

Tema: Desigualdade e violência de gênero

Ementa: Entre os avanços teóricos dos últimos anos nas ciências sociais, está o avanço da compreensão de que a naturalização das relações e hierarquias entre os sexos contribui para sustentar o patriarcado e um sistema de exploração e opressão sobre as mulheres e o feminino que mantêm a propriedade privada e as relações de exploração do capital sobre o trabalho. Estão estruturalmente imbricados o patriarcado, o racismo e o capitalismo cujas expressões mais contundentes são as persistentes diferenças entre os sexos no acesso ao mercado de trabalho, nos salários, na ocupação de postos de direção em empresas e instituições e a violência cotidiana (psicológica, simbólica, física) sofrida pelas mulheres, em especial as mulheres negras, na vida privada e nos espaços públicos. Esta chamada pretende reunir artigos que possam tratar de forma abrangente o tema.    

 

Recebimento de submissões: De 01 de fevereiro a 30 de abril.

Lançamento: setembro/dez. de 2021

 

Saiba mais sobre Submissões de artigos para os próximos números da revista Argumentum

Edição Atual

v. 12 n. 2 (2020): As políticas de saúde mental no Brasil e no plano internacional: tendências e desafios
					Visualizar v. 12 n. 2 (2020): As políticas de saúde mental no Brasil e no plano internacional: tendências e desafios

Ao longo dessas duas décadas do século XXI, no plano global, observa-se o aumento das taxas de transtornos mentais quando se correlacionam os períodos de políticas de austeridade econômica com as alterações na prevalência dos transtornos de humor, como a depressão, e os relacionados ao stress, como a ansiedade.
Trata-se de um período de aprofundamento da ofensiva do capital sobre o trabalho, expressa nas mudanças dos processos de trabalho, na flexibilização dos direitos trabalhistas e no declínio dos padrões de proteção social. O impacto da austeridade sobre a saúde mental vem sendo pesquisada por diferentes autores ao redor do mundo. A saúde mental nos parece se tornar um analisador relevante desta quadra histórica, bem como requer revisitar os seus desafios particulares atuais.
Ademais, no Brasil, o fortalecimento de forças conservadoras e reacionárias e, de forma concomitante, na saúde mental, a presença de diversas resistências e de lutas antimanicomiais, antiproibicionistas, antirracistas e feministas trazem mudanças importantes na orientação das políticas de saúde mental e drogas que merecem atenção.
Nesse sentido,  a Argumentum objetiva oferecer um balanço das tendências hegemônicas e contra hegemônicas e dos desafios atuais em curso nas políticas sociais de saúde mental no plano internacional e nacional.

Publicado: 2020-08-29

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