Sobre a Revista

Argumentum foi uma publicação semestral de 2009 a 2015, passando a quadrimestralidade a partir de 2016. É vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Política Social da Universidade Federal do Espírito Santo. Classificada como A1, pelo Qualis Periódicos. De natureza acadêmica, possui caráter interdisciplinar e propõe-se a publicar pesquisas, artigos e discussões nos eixos Política social, Estado e Sociedade e suas diversas interações. Também abre espaços a outros trabalhos de relevância para a temática, segundo as Políticas de Seção.

A missão da revista é Ser um periódico de excelência na área de Serviço Social por meio da publicação de pesquisas, artigos e discussões nos eixos Política social, Estado e Sociedade e suas diversas interações.

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Chamada para submissão de Artigos para o V.15, números 01, 02 e 03

30-05-2022

A revista Argumentum lança o chamado para a submissão de artigos para o V.15, números 01, 02 e 03 a serem publicados no ano de 2023.

Solicitamos às autoras e autores que fiquem atentas/os ao conteúdo das ementas, aos prazos finais para as submissões e diretrizes para a submissão de artigos.

Número 01, Tema: Sexualidade, direitos sexuais e reprodutivos em tempos de avanço conservador.

Ementa: Em tempos de avanço do conservadorismo nas sociedades capitalistas em todo o mundo, os avanços conquistados a partir da segunda metade do século XX em direção ao direito à liberdade sexual, ao pleno exercício da diversidade sexual e à reprodução, tem sido objeto de crítica e de medidas regressivas com impactos sobre a saúde física, sexual e mental de todas as pessoas. As mulheres têm sido duramente atingidas, com retrocessos visíveis na discussão do direito ao aborto no Brasil, quando mesmo o aborto legal tem sido objeto de questionamento e de diretrizes ainda mais restritivas publicadas pelo Ministério da Saúde. Em outros países da América Latina, os avanços conquistados no direito ao aborto exigiram dos movimentos de mulheres e demais movimentos sociais, ampla mobilização e capacidade de pressão sobre parlamentos e judiciários. Tais embates revelam o quanto o tema da sexualidade humana tem sido objeto de disputa e expressivo do desejo de controle sobre os corpos, e sobre os corpos que se recusam a enquadramentos, que expressam nossa pluralidade, diversidade e, também, a moral dúbia dos conservadores que tolera a violência sexual e de gênero de todas as ordens, mas condena com virulência a livre manifestação da sexualidade. O tema tem suscitado muitos estudos no Brasil e no exterior. Convidamos nossos cientistas a enviarem os resultados de seus trabalhos para composição desse número.

Recebimento de Submissões: De 01 de junho a 31 de agosto de 2022

Lançamento: Jan./Abril de 2023

 

Número 02, Tema: A pós-graduação brasileira e a internacionalização do ensino superior.

Ementa: A pós-graduação brasileira tem crescido em quantidade e qualidade desde os anos 1990. Aumentou o número de cursos, docentes e discentes, pesquisas realizadas, produção qualificada e publicações no Brasil e no exterior. O país, entretanto, continua a formar um número pequeno de doutores para as suas necessidades e, nos últimos 06 anos, assistiu a uma fuga de cientistas qualificados, à diminuição drástica de recursos públicos destinados a bolsas, novas pesquisas, promoção de eventos e publicações. A internacionalização do ensino superior brasileiro constitui processo fundamental para o avanço da produção de conhecimento no país, posto que fazer ciência é um empreendimento coletivo, que requer o empenho e esforço de grupos de pesquisa e pesquisadores individuais em diversas universidades e centros de pesquisa em todo o mundo, mas requer também esforços do país, diretrizes e prioridades bem estabelecidas pelas instituições responsáveis pela educação e pela pesquisa, investimentos mais volumosos de recursos e de forma contínua. Isto significa que a ciência brasileira tem sobrevivido em meio ao processo de desmonte das nossas instituições de ensino e pesquisa como CAPES e CNPq. Tem mantido parcerias com importantes instituições estrangeiras, com as quais tem contribuído para o avanço da ciência e tem enfrentado a racionalidade instrumental do capitalismo em crise, o chamado produtivismo, a hierarquização de saberes (e áreas) e a competição como motor do trabalho em pesquisa. É sobre as dificuldades da produção científica no Brasil, mas sobretudo, dos avanços em meio ao processo de desvalorização da ciência que este número deve tratar. Convidamos nossos colegas a apresentarem os resultados do desmonte, as dificuldades crescentes em fazer ciência no Brasil, mas também as boas histórias, os bons resultados das parcerias de cientistas e instituições do país com cientistas e instituições do mundo inteiro.          

Recebimento de Submissões: De 01 setembro a 31 de outubro de 2022

Lançamento: Maio/Ago. de 2023

 

Número 03, Tema: Saúde mental em tempos de crise: aumento das situações de sofrimento mental, erosão da política e reversão conservadora.

Ementa: Ultraneoliberalismo e o rebatimento nas Políticas de Saúde Mental e sobre drogas. As contrarreformas e a reversão neoconservadora dessas políticas sociais e a regressividade na Reforma Psiquiátrica brasileira. Crise sanitária pela COVID-19 e saúde mental.  A (re) configuração normativa da Política de Saúde mental no contexto atual. As dimensões de gênero, raça, classe e sexualidade e as produções de subjetividades no contexto da (re) produção das relações sociais no Brasil e no panorama mundial. O avanço das CTs (Comunidades Terapêuticas) diante da ofensiva neoliberal contra os sistemas universais de saúde e em favor do tradicionalismo moral-religioso. Todos esses aspectos trazem a necessidade de novas formas de resistência por parte dos setores que são impactados pela barbárie social promovida pelo capitalismo (responsável pelos níveis extremamente altos de problemas de saúde mental). Entendemos que o alívio ao sofrimento mental só é possível “numa sociedade sem exploração e opressão”. Apoiados por uma crítica radical, a partir de instrumentos que permitam a leitura da totalidade das relações sociais e suas contradições, com subsídios para propor e intervir no real. Isso demanda dos pesquisadores do tema a necessidade de ir à raiz das questões postas, na perspectiva de fornecer argumentos para a luta social que pretende retomar e adensar as históricas conquistas provenientes da RP brasileira como também de processos em outros países. Esse é o objetivo da Argumentum nessa chamada: adensar os debates sobre as Políticas de Saúde Mental.

Recebimento de Submissões: De 01 de novembro 2022 a 31de janeiro de 2023

Lançamento: Set./Dez. de 2023

 

 

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v. 14 n. 1 (2022): Política de educação, produção de conhecimento e o futuro da ciência no Brasil
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Publicado: 30-04-2022

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