A “miséria da prisão” e a “prisão da miséria” no Brasil contemporâneo

Autores

  • Paulo Roberto Felix Santos Universidade Federal de Sergipe

DOI:

https://doi.org/10.47456/argumentum.v12i3.31229

Resumo

O cenário atual, demarcado pela crise capitalista, ascensão do neoliberalismo e aprofundamento das desigualdades sociais, demonstra a hipertrofia do Estado penal e o aumento da população prisional brasileira. A partir da criminologia crítica marxista e da análise de dados sobre o sistema prisional no país, buscamos problematizar como tem se configurado esse espaço e o perfil de seus internos. Além das precárias condições das prisões e da permanente violação de direitos, tem-se uma criminalização da miséria, tendo em vista o perfil dos internos, bem como se revela o caráter seletivo-racial, com uma maioria de jovens negras e negros, reafirmando o racismo estrutural ao qual é submetida essa população. Exigem-se, assim, alternativas para além das prisões, com a construção de outras formas de organização social que não reproduzam as desigualdades que a prisão pretende controlar.

Palavras-chave: Capitalismo. Estado Penal. Sistema Prisional. Racismo. Brasil.

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Biografia do Autor

Paulo Roberto Felix Santos, Universidade Federal de Sergipe

Assistente Social, Doutor em Serviço Social (UFRJ). Professor do Departamento de Serviço Social da Universidade Federal de Sergipe.

Publicado

2020-12-24

Como Citar

Santos, P. R. F. (2020). A “miséria da prisão” e a “prisão da miséria” no Brasil contemporâneo. Argumentum, 12(3), 166–180. https://doi.org/10.47456/argumentum.v12i3.31229