Edições anteriores

  • Gravitação
    v. 1 n. 1 (2020)

    Este é o primeiro número dos Cadernos de Astronomia, revista voltada tanto para especialistas quanto para o público leigo. O ponto comum é o interesse pela astronomia e ciências correlatas em seus diversos aspectos.  Neste número, uma série de textos aborda, em uma linguagem acessível, o tema Gravitação, desde seus aspectos históricos até as modernas teorias alternativas à teoria da relatividade geral, procurando refletir o dinamismo dos estudos científicos sobre esse assunto. Completam a revista artigos de divulgação científica, discussões e práticas de ensino, pesquisa científica e história da astronomia. Em particular, o artigo "Astrologia e astronomia: os paralelos entre a crença e a ciência" é resultante do trabalho vencedor da Mostra de Astronomia do ES de 2019, e consta também neste número.

  • Matéria Escura
    v. 2 n. 1 (2021)

    Neste segundo número dos Cadernos de Astronomia o problema da matéria escura, um dos mais importantes desafios científicos da atualidade, é abordado com destaque. Os artigos desta Seção Temática relatam as diferentes evidências astrofísicas e cosmológicas que corroboram para a existência de uma matéria escura, as propostas para explicá-la, bem como as tentativas de detecção direta. 

    A presente edição traz também uma descrição de como transcorreu a III Mostra de Astronomia do ES - MAES 2020, organizada pelo Núcleo Cosmo-ufes, pelo PPGComos e pelo IFES. A realização bem sucedida mostra em meio à complexa situação vivida devido à pandemia reflete o vigor e robustez do evento. Esta edição traz textos baseados em trabalhos premiados da MAES 2020.

    O leitor também encontrará nessa edição o interessante debate sobre a existência ou não de galáxias como "universos-ilha" no início do século XX, a emergência do conceito de buraco negro e a descrição de alguns dos principais problemas atuais em cosmologia. A hipótese da "luz cansada" para explicar a expansão do universo é revivida. Problemas mais específicos de ensino e pesquisa em astronomia e física são abordados em diversos artigos. A criação do Museu da Amazônia e sua importância para a comunidade brasileira em geral é narrada. Assim, o primeiro número deste segundo volume dos Cadernos de Astronomia procura refletir aspectos diversos da ciência como um todo, tendo como ponto de convergência a astronomia e a física.

  • Ondas Gravitacionais
    v. 2 n. 2 (2021)

    Nesta edição dos Cadernos de Astronomia o tema ondas gravitacionais é abordado com destaque. A existência destas flutuações no tecido espaço-temporal é uma das predições mais importantes da teoria da relatividade geral, a moderna teoria da gravitação. Estas ondas são muito fracas e devido a isso, os esforços científicos e tecnológicos que possibilitaram a construção de um aparato capaz de detectar a passagem de uma onda gravitacional pela Terra constituem hoje um dos maiores feitos da ciência mundial. Conquista de extrema importância que justifica o prêmio Nobel de Física de 2017.

    A organização da Seção Temática contou com o Editor Convidado Dr. Riccardo Sturani, pesquisador do Instituto Internacional de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e membro da colaboração científica LIGO (a primeira a detectar uma onda gravitacional), que também assina um dos artigos integrantes da seção. Mais seis cientistas, do Brasil e do exterior, colaboram com artigos sobre ondas gravitacionais, suas relações com a cosmologia, física de buracos negros, estrelas de nêutrons, e as diferentes formas de detecção.

    Além disso, textos de divulgação científica, sobre a cosmologia de Gödel e a astroquímica, bem como artigos de pesquisa técnica e de ensino, artigos de trabalhos premiados na Mostra de Astronomia do ES e a tradução comentada do artigo seminal sobre a descoberta das cefeidas, contribuem para esse número dos Cadernos de Astronomia.

  • Universo em Expansão: Centenário do Modelo Cosmológico de Friedmann
    v. 3 n. 1 (2022)

    O artigo do matemático russo Alexander Friedmann, publicado em 1922 na revista alemã Zeitschrift für Physik, representou uma profunda mudança na nossa visão do cosmo. Pela primeira vez na história da ciência, o universo passa a ser visto como um sistema dinâmico: ele pode expandir ou contrair, mas não seria estático. Isto se contrapunha à concepção vigente até então em que prevaleciam os modelos cosmológicos estáticos. As observações de galáxias longínquas, realizadas pouco depois, indicaram um universo em expansão, uma das possibilidades evocadas por Friedmann. O conceito de expansão do universo tornou-se elemento essencial do atual modelo cosmológico padrão, e permeia todas as atividades científicas em astrofísica e cosmologia, tanto teóricas como observacionais. 

    A Seção Temática da presente edição dos Cadernos de Astronomia gravita em torno da celebração do centenário da publicação do artigo de Alexander Friedmann, tanto pela sua importância para a física e astronomia quanto para a própria visão que temos hoje do cosmo. Ressalta também o protagonismo do Brasil em projetos observacionais em astrofísica e cosmologia. Além disso, a Seção Textos Clássicos traz uma tradução inédita do artigo seminal de Friedmann.

    Somam-se a estes artigos, textos de divulgação científica sobre vida e morte das galáxias, a construção do modelo atômico de Bohr e o importante e atual problema da desigualdade de gênero observada também na física e astronomia. Por fim, esta edição traz artigos de pesquisa em astronomia e ensino de astronomia, além de um relato sobre a IV Mostra de Astronomia do Espírito Santo.

  • Astrobiologia
    v. 3 n. 2 (2022)

    A sessão temática desta edição dos Cadernos de Astronomia enfoca o estado de arte da astrobiologia, discutindo a descoberta de exoplanetas, as condições para um planeta abrigar vida, o surgimento de moléculas complexas e sua difusão pelo espaço, a possibilidade de planetas do Sistema Solar abrigar seres vivos, entre outros assuntos correlatos.  Outros artigos do presente número focam em temas de grande importância e atualidade científica. Os telescópios James Webb e Gaia, que prometem revolucionar, não apenas os estudos em astrobiologia mas o da astronomia como um todo, são discutidos em detalhes. As características geológicas da nossa morada, a Terra, são extensamente descritas. A origem dos elementos químicos é abordada também em detalhes. Rememora-se Giordano Bruno, um dos precursores da moderna concepção do cosmo, e um dos artigos seminais da teoria da relatividade restrita recebe, pela primeira vez, tradução para o português.

  • Buracos Negros
    v. 4 n. 1 (2023)

    A ciência em geral possui um grande poder influenciador sobre a cultura popular. Dentro da astronomia, os buracos negros talvez sejam os objetos mais atrativos para a exploração criativa. Isso devido a seu fortíssimo campo gravitacional, capaz de sugar estrelas inteiras e impedir que qualquer coisa possa escapar de seu interior. São objetos enigmáticos espalhados por todo o universo, nos convidando a avançar até a fronteira do conhecimento científico para desvendar seus mistérios.

    É sobre este atrativo tema que se debruça a Seção Temática dessa edição dos Cadernos de Astronomia. Pesquisadores e pesquisadoras, especialista em gravitação, apresentam o estado da arte da física de buracos negros e como se deu a formação desse conhecimento ao longo da história. Veremos como a solução mais simples da teoria da relatividade geral levou a complexos debates acerca da existência desses objetos exóticos e do entendimento da própria física gravitacional e suas consequências para todo o cosmo. Esperamos que estes textos possam fornecer um panorama amplo para diversos públicos, não só jovens estudiosos que pretendem se dedicar a este assunto, mas também curiosos em geral que gostariam de entender melhor os buracos negros.

  • O Universo Primordial
    v. 4 n. 2 (2023)

    Teve o Universo um início, ou seria ele eterno? Como se deu a formação dos primeiros elementos químicos? De que forma se originou a radiação cósmica de fundo, um verdadeiro fóssil com informações cruciais da composição e estado do universo a 13,7 bilhões de anos atrás? Porque não se encontra antimatéria em abundância no Universo? Essas e outras questões surgem antes mesmo do Universo ter 1 segundo de existência, se estendendo até seus 380.000 anos, aproximadamente. Nesta edição dos Cadernos de Astronomia, uma seção especial dedica-se inteiramente a esse período conhecido como universo primordial. Especialistas do Brasil e do exterior se debrusçam sobre uma ampla revisão da compreensão que a ciência tem hoje sobre os instantes iniciais do Universo, e os principais enígmas que ele nos propõe.