A POLÍTICA LINGUÍSTICA E O CAMPO DA INCLUSÃO: APROXIMAÇÕES INICIAIS

Autores/as

  • ANA RITA BEVILÁQUA Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira - UNILAB
  • Adriano Nobre Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira - UNILAB

Palabras clave:

Política Linguística, Inclusão, Identidade, Estigma

Resumen

Este ensaio apresenta um panorama da Política Linguística, destacando sua complexidade enquanto campo vinculado à Ciência Política e sua relação com o campo da inclusão. Compreende-se a política linguística como um conjunto de decisões, leis e práticas voltadas à implementação de mudanças linguísticas na sociedade, articuladas ao planejamento linguístico. O texto evidencia que esse campo envolve relações de poder, direitos linguísticos e a preservação do patrimônio cultural de comunidades minoritárias. A partir de revisão de literatura, discute-se como as escolhas lexicais influenciam a formação da identidade dos sujeitos, podendo reforçar estigmas e processos de exclusão. Analisa-se, especialmente, o modo como termos associados à loucura e às condições neurodivergentes foram historicamente utilizados de forma pejorativa, refletindo contextos sociopolíticos específicos e contribuindo para a marginalização desses indivíduos. Conclui-se que as políticas linguísticas desempenham papel fundamental na promoção da inclusão social ao possibilitar a ressignificação de terminologias e a superação de discursos discriminatórios. Defende-se, portanto, a ampliação de estudos que articulem política linguística e inclusão, especialmente nos campos da educação, da saúde e das políticas públicas, como forma de garantir direitos e fortalecer a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.

Referencias

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Publicado

13-02-2026